A decisão do ministro Alexandre de Moraes que decretou a prisão preventiva de Jair Messias Bolsonaro, na manhã deste sábado (22), provocou forte reação entre lideranças políticas de Santa Catarina. Governador, deputados e figuras influentes do bolsonarismo catarinense correram às redes sociais para contestar a medida, classificar a decisão como injusta e reafirmar apoio público ao ex-presidente.
Bolsonaro foi detido após o STF apontar risco de fuga, tentativa de violação da tornozeleira eletrônica e articulação de uma “reunião ilícita de apoiadores” na porta do condomínio onde cumpria prisão domiciliar. A Polícia Federal o levou para a Superintendência da PF em Brasília, onde passa a cumprir a preventiva.
Governador Jorginho Mello diz que Bolsonaro “não roubou um pila da população”
O governador Jorginho Mello (PL) foi uma das vozes mais contundentes. Em publicação feita na manhã deste sábado, ele disse que qualquer observador externo teria dificuldade em compreender a situação brasileira e afirmou que o ex-presidente não teve julgamento justo.
“Jair Bolsonaro não teve um julgamento justo e vem sendo privado de liberdade antes mesmo da sua condenação. Hoje, mais um golpe contra seus direitos. Um homem que não roubou um pila da população e que é o principal nome de oposição, legitimado por metade dos eleitores brasileiros”, escreveu o governador.
A manifestação ocorreu em paralelo ao avanço da operação da PF que confirmou a prisão do ex-presidente por ordem direta de Moraes.
Parlamentares catarinenses chamam decisão de “bizarra”, “nula” e “absurda”
Entre os deputados federais e estaduais de Santa Catarina, a tônica foi semelhante: indignação, descrença e apoio irrestrito ao ex-presidente.
A deputada Caroline de Toni classificou a prisão como “um dos maiores absurdos já cometidos pela justiça brasileira”. Para ela, Bolsonaro estaria sendo condenado em um processo “absolutamente nulo”.
O prefeito de Itajaí, Robinson Coelho afirmou que Bolsonaro “não roubou, não desviou dinheiro público, não matou e não deu golpe”, e classificou a detenção como “uma das maiores injustiças da história do país”.
Outros políticos catarinenses, incluindo aliados próximos do ex-presidente, publicaram mensagens que reafirmam a tese de injustiça, perseguição e exagero por parte do STF.
O vice-prefeito de São José, Michel Schlemper, e outras lideranças regionais, também reforçaram apoio a Bolsonaro e acusaram a Suprema Corte de agir de maneira desproporcional.
Perfis ligados ao bolsonarismo em Santa Catarina compartilharam imagens do ex-presidente com apoiadores e publicações defendendo sua inocência, sempre com o mesmo discurso: excesso judicial, perseguição e defesa incondicional do ex-chefe do Executivo.
A movimentação digital foi intensa desde as primeiras horas da manhã, em uma tentativa coordenada de manter a base mobilizada no estado onde Bolsonaro obteve suas maiores votações nas eleições de 2018 e 2022.

