O delegado regional da Polícia Civil de Jaraguá do Sul afirmou que não identificou, neste primeiro momento, indícios de legítima defesa no caso do jovem de 18 anos que matou o próprio pai no bairro Santo Antônio, no Norte de Santa Catarina. A prisão em flagrante foi mantida.
O crime ocorreu por volta das 20h50 de sexta-feira (13). A Polícia Militar foi acionada e encontrou a vítima, um homem de 48 anos, caída na calçada, já sem vida. O caso foi encaminhado à Central de Plantão Policial e o procedimento conduzido pelo delegado Rodrigo Cariz.
Segundo o delegado regional, as informações apuradas indicam que a vítima apresentava comportamento agressivo com a família e havia ingerido bebida alcoólica por um longo período naquele dia, em um estabelecimento próximo à residência. Ao retornar para casa, teria voltado a agir com violência, quebrando objetos e ameaçando a esposa e o filho.
Mãe e filho fugiram para a casa de uma tia. Conforme a Polícia Civil, o homem os seguiu, fez novas ameaças e teria dito que buscaria uma arma. A vítima possuía armas registradas. Ainda segundo o delegado, o jovem levou uma dessas armas ao sair de casa.
De acordo com a investigação inicial, o pai tentou forçar o portão do imóvel onde os familiares estavam abrigados. O filho afirmou em interrogatório que presumiu que o pai pudesse estar armado e efetuou disparos. Ele confessou ter atirado quatro vezes. No entanto, a análise preliminar apontou que a vítima foi atingida por cerca de oito disparos.
A Polícia Civil informou que, após a análise do procedimento, o delegado responsável entendeu que há provas da materialidade e indícios suficientes de autoria. Por isso, manteve a prisão em flagrante pelo crime de homicídio.
O jovem foi encaminhado ao presídio e passará por audiência de custódia, quando a Justiça irá decidir se ele responderá ao processo preso ou em liberdade. O caso segue sob investigação para esclarecer todos os detalhes e a dinâmica dos disparos.

