“Bate se tu é mulher”: jovem diz ter sido agredida dentro de ônibus em Joinville

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Uma adolescente foi agredida dentro de um ônibus do transporte coletivo em Joinville (SC) e o caso passou a ser apurado após a própria vítima tornar público o relato do que viveu. A situação ocorreu durante um trajeto urbano, em um ônibus lotado, e envolveu agressão física, ameaças e questionamentos sobre a conduta adotada após o conflito.

Segundo o relato da jovem, a confusão começou ainda dentro do ônibus, em meio ao grande movimento de passageiros. Conforme ela descreve, houve empurrões involuntários e, na sequência, uma mulher passou a acusá-la verbalmente, iniciando uma discussão que rapidamente escalou. A adolescente afirma que tentou se defender apenas com palavras, mas acabou levando tapas no rosto, caracterizando agressão física.

A jovem relata que pediu para o motorista parar o veículo e que outros passageiros também solicitaram alguma intervenção. Segundo ela, mesmo diante da confusão e da agressão, o motorista seguiu viagem e não acionou a polícia nem a segurança do terminal. Ainda conforme o depoimento, um passageiro precisou intervir para conter a agressora e evitar que a situação se agravasse.

A agressão não teria terminado dentro do ônibus. De acordo com a adolescente, ao chegar ao terminal, a mulher voltou a se aproximar de forma agressiva, fazendo novas ameaças. A jovem afirma que conseguiu registrar parte desse momento em vídeo, o que, segundo ela, comprova a continuidade do comportamento agressivo fora do coletivo.

Após o episódio, a adolescente e a mãe buscaram informações junto à fiscalização do transporte. No terminal central, foram orientadas a procurar o terminal responsável pela linha. No local, conforme o relato, fiscais informaram que não havia acesso a imagens do ocorrido e que o caso não havia sido comunicado previamente pelo motorista, o que contraria a orientação padrão de registrar situações de conflito dentro dos ônibus.

Nas redes sociais, o caso gerou forte repercussão. Enquanto parte dos comentários demonstrou solidariedade à vítima, outros atacaram a adolescente, atribuindo a ela culpa pela agressão. Em resposta, a jovem afirmou que sua reação foi contida, que poderia ter revidado fisicamente, mas optou por não fazê-lo para não perder a razão. Ela também destacou que ninguém é obrigado a aceitar agressões, especialmente após um dia inteiro de trabalho ou estudo.

A adolescente reforça que não busca vingança, mas responsabilização e esclarecimento. Segundo ela, o episódio expõe falhas no protocolo de segurança do transporte coletivo e levanta um alerta sobre violência dentro de ônibus, especialmente quando envolve menores de idade.

O caso segue em apuração, com análise dos registros disponíveis e dos relatos de envolvidos e testemunhas. A família da adolescente busca que os fatos sejam devidamente esclarecidos e que situações semelhantes não se repitam no transporte público da cidade.

VÍDEOS: https://www.instagram.com/p/DTLXS-VDkJm/?img_index=2 (Instagram do Jornal)

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