Uma jovem catarinense de 23 anos, natural de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, foi encontrada morta no apartamento onde morava em Ciudad del Este, no Paraguai. O caso é investigado como feminicídio, e o principal suspeito está foragido até a última atualização.
Conforme a Polícia Nacional do Paraguai, o crime aconteceu na sexta-feira (24), no bairro Operário, na avenida Capitão do Porto. A vítima, identificada como Júlia Vitória Sobierai Cardoso, era estudante de medicina na Universidade Autônoma do Leste (UNADES) e foi encontrada dentro do apartamento, no edifício Don Galo, com vários ferimentos de faca. Próximo ao corpo, os investigadores localizaram uma faca de aproximadamente 30 centímetros, que teria sido usada no crime.
A descoberta do corpo
Segundo as primeiras informações, o corpo foi descoberto por volta das 16h, quando uma colega chegou ao prédio e, sem conseguir acesso pela porta da frente, contornou para um corredor lateral. Foi por uma porta de blindex que a jovem foi vista caída no chão, em meio a uma poça de sangue, levando ao acionamento imediato das autoridades.
A apuração preliminar do Ministério Público paraguaio aponta que o crime teria ocorrido entre 11h e 12h. O prédio possui câmeras de circuito fechado, cujos registros serão fundamentais para a investigação.

O principal suspeito
O principal suspeito, também brasileiro e estudante de medicina na mesma universidade, mantinha contato com a vítima mesmo após o término do relacionamento, há cerca de cinco meses. Conforme as primeiras informações, ele costumava frequentar o apartamento sob o pretexto de manter uma amizade. Após o crime, fugiu e segue foragido.

Sonho de ser médica
Júlia era natural de Chapecó, no Oeste catarinense. Cursava o primeiro semestre de medicina na universidade paraguaia e sonhava em se tornar médica e salvar vidas. A morte da jovem provocou comoção entre amigos e familiares, que utilizam as redes sociais para prestar homenagens.
No local atuam o Ministério Público, agentes da Terceira Delegacia da Polícia Nacional e funcionários da Criminalística, que seguem com as diligências. Até a última atualização, o suspeito não havia sido localizado. O caso segue em investigação.
