Uma jovem de 24 anos foi morta com um golpe de arma branca no peito na madrugada desta quarta-feira (15), em uma residência na Rua Marechal Floriano Peixoto, próximo à Catedral de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. A vítima foi identificada como Bianca dos Santos de Jesus, natural da Bahia. O imóvel era utilizado como ponto de prostituição.
Conforme a Polícia Civil, o caso foi registrado inicialmente como homicídio, mas a investigação apura se o crime será tipificado como feminicídio. A equipe da Polícia Científica esteve no local para os trabalhos periciais e constatou que a vítima sofreu ferimento de arma branca na região direita do peito.
O imóvel abrigava diversas mulheres, a maioria de fora de Santa Catarina, que realizavam programas agendados por meio do site Fatal Model. Segundo moradoras, Bianca estava no local havia cerca de três dias.
Câmeras registraram a fuga do suspeito
Por volta de 01h20, dois homens chegaram à residência. Conforme a investigação, ambos haviam feito contato prévio e negociado os programas com moradoras do local. Cada um se dirigiu a um quarto diferente. Segundo relato de uma moradora, após um curto período, entre 5 e 10 minutos, Bianca foi vista caindo nas escadas com ferimentos de arma branca, enquanto o suspeito fugia do imóvel sem camiseta.
Câmeras de monitoramento do local registraram a chegada dos dois homens, o momento em que a vítima cai nas escadas e a fuga do suspeito, que pulou o portão da frente da residência.
O Samu foi acionado, mas o óbito de Bianca foi constatado no local.
Suspeito identificado segue foragido
O suspeito foi identificado como Tials Rodrigues, reconhecido por moradoras da casa por meio de fotografias apresentadas pela Polícia Civil. Ele não foi localizado até o fechamento do registro e, conforme a investigação, possivelmente fugiu em um veículo Chevrolet Kadett vermelho.
O homem que acompanhava o suspeito ainda estava no local quando a equipe de investigação chegou. Segundo a Polícia Civil, ele apresentou contradições nos depoimentos. Inicialmente, disse aos policiais militares que havia conhecido Tials horas antes em um bar. Na delegacia, porém, admitiu que o conhecia havia cerca de três semanas e que ambos trabalham juntos na mesma empresa no Bairro São Cristóvão.
A Polícia Civil identificou ainda que todas as mensagens de WhatsApp trocadas entre Rudimar e o suspeito haviam sido apagadas recentemente, o que levantou suspeitas sobre possível envolvimento.
Evidências recolhidas no local
A equipe da Polícia Científica recolheu objetos relevantes para a investigação no quarto onde as agressões teriam começado, incluindo peças de vestuário e uma lata de cerveja atribuídas ao suspeito, além do aparelho DVR com as imagens de segurança e o celular da vítima. Todo o material foi acondicionado para eventual exame de comparação genética.
O caso foi repassado à autoridade policial plantonista para deliberação. A Polícia Civil segue com buscas para localizar e prender Tials Rodrigues. A investigação apura a dinâmica do crime e a possível tipificação como feminicídio.

