Jorginho rebate críticas de João Rodrigues: “não tente enganar as pessoas”

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O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), respondeu às críticas feitas pelo ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que renunciou ao cargo na terça-feira (31) para ser pré-candidato ao governo do estado nas eleições de 2026. Durante o ato de despedida, Rodrigues afirmou que colocou Chapecó entre as 16 cidades com mais obras públicas do Brasil “com pouco apoio do estado e pouco apoio do Governo Federal”, classificou a gestão estadual como de “muita propaganda e pouca entrega” e disse que a saúde precisa ser “de qualidade e não na propaganda, mas na atitude lá na unidade hospitalar”.

Em entrevista ao Informe Blumenau, Jorginho rebateu as declarações e disse que “qualquer pessoa com o mínimo de inteligência” consegue enxergar o volume de obras realizadas pelo governo estadual. “Fala bobagem. Não tente enganar as pessoas. Ninguém mais se engana, todo mundo é especialista em saber quando se fala a verdade”, afirmou o governador.

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Obras em Chapecó e investimentos estaduais

Para rebater a acusação de que teria ajudado pouco o município, Jorginho elencou investimentos do governo estadual na própria Chapecó. Segundo o governador, o estado destinou R$ 60 milhões para o Viaduto da Bandeira, R$ 20 milhões para a pista de corrida, além de recursos para asfaltamento e a recuperação do Hospital Regional, que, conforme ele, “não funcionava” quando assumiu o governo.

“São R$ 500 milhões. Isso não é pouca coisa”, disse Jorginho ao Informe Blumenau, referindo-se ao total investido na região. O governador afirmou ter mais de 100 obras de infraestrutura em andamento em todo o estado e classificou a própria gestão como a que “fez mais em três anos do que fizeram em trinta”.

Hospitais e saúde

Um dos pontos de ataque de João Rodrigues durante o discurso de renúncia foi a área da saúde. O ex-prefeito defendeu que a saúde “tem que ser de qualidade e não na propaganda” e prometeu, caso eleito, “projetar e planejar a segurança pública com especialistas”.

Jorginho respondeu citando projetos em diferentes regiões do estado. Conforme o governador, está em construção uma torre com 110 leitos, o Hospital da Palhoça com 183 leitos, uma nova ala em São Miguel do Oeste voltada para quimioterapia e radioterapia, e a torre do Hospital Santo Antônio, em Blumenau, com investimento de mais de R$ 100 milhões.

“Vou evitar que as pessoas fiquem batendo cabeça para fazer quimioterapia em outros lugares”, disse o governador ao justificar a expansão da rede hospitalar no Oeste catarinense.

Troca de farpas e cenário eleitoral

Ao renunciar, João Rodrigues fez um balanço emocional da gestão e sinalizou que pretende aplicar o modelo administrativo de Chapecó em todo o estado. “Imagina se eu consegui colocar Chapecó entre as 16 cidades que mais obras públicas tem no Brasil com pouco apoio do estado, o que eu não consigo fazer em Santa Catarina. Eu visualizo esse estado muito melhor do que está, com rodovias importantes duplicadas”, afirmou Rodrigues, que também defendeu investimentos em ensino médio técnico e profissionalizante e planejamento da segurança pública “com especialistas, não é apenas discursar”.

Jorginho minimizou o impacto da entrada do adversário na corrida eleitoral. “Cada um vai disputar a eleição, tem tempo ainda de aparecer mais alguns candidatos. Eu estou trabalhando, tocando o nosso trabalho”, declarou ao Informe Blumenau. O governador afirmou que sua aprovação está entre 78% e 80% e disse que o cenário pré-eleitoral não o preocupa. “Eu tenho mais é que trabalhar, continuar trabalhando, fazer exatamente o que nós estamos fazendo”, completou.

Transição em Chapecó

João Rodrigues renunciou durante evento que reuniu lideranças de PSD, MDB, União Brasil e Progressistas no templo da Get Church, no bairro Universitário, em Chapecó. O vice-prefeito Valmor Junior Scolari (PSD) assume o comando do município.

Rodrigues destacou R$ 1,7 bilhão em investimentos durante mais de cinco anos de gestão e anunciou um último pacote de R$ 200 milhões em obras antes de deixar o cargo. O prazo de desincompatibilização para prefeitos que pretendem disputar outros cargos nas eleições de 2026 vai até 4 de abril.

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