Motorista deixa cão agonizando após atropelamento e é indiciado pela polícia

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A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Proteção Animal da Capital, indiciou um motorista e o tutor do cão Hulk pelo crime de maus-tratos qualificado, após a morte do animal em Florianópolis.

O caso aconteceu no bairro Jardim Atlântico. Segundo a investigação, o motorista atropelou o cachorro na rua e seguiu viagem sem prestar socorro. Apesar de uma vizinha ter levado Hulk para atendimento veterinário, o cão não resistiu aos ferimentos.

O motorista alegou que acreditou que o animal estava bem, pois teria visto Hulk “saindo correndo” após o atropelamento. No entanto, as imagens mostram que o cachorro ficou cambaleando e agonizando no meio da rua. O condutor reduziu a velocidade para olhar pelo retrovisor, mas não saiu do carro para ajudar.

A vizinha que ouviu o cão gritando foi quem socorreu Hulk, pagando os custos do tratamento com apoio parcial da rede de proteção animal. Já o tutor do cão, acionado pela vizinha, não levou o animal para atendimento e não assumiu as despesas. Ambos ainda questionam suas responsabilidades.

A polícia destaca que, embora animais não devam ficar soltos na rua e o atropelamento tenha sido acidental, o cachorro, por ser um ser senciente, não pode buscar ajuda sozinho. O caso foi encaminhado ao Judiciário, e os envolvidos podem responder por até cinco anos de prisão, além de multa.

A Delegacia de Proteção Animal reforça a importância de proteger quem não tem voz para pedir ajuda.

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