Um homem morto por policiais do 22º Batalhão da Polícia Militar nesta quinta-feira (25), em Florianópolis, foi identificado como Gabriel Augusto da Rosa Corrêa. Segundo apuração do Jornal Razão, ele possuía um extenso histórico de boletins de ocorrência por crimes envolvendo violência doméstica, ameaças, calúnia, injúria, difamação, furto e até lesões corporais contra mulheres — incluindo a própria mãe.
A morte ocorreu após Gabriel ir até o local onde trabalhava anteriormente e ameaçar funcionários com uma arma. De acordo com relatos, ele estaria revoltado com sua demissão e teria sacado a arma contra os policiais durante a abordagem. Os PMs reagiram e ele foi baleado. Apesar de ter sido socorrido, não resistiu aos ferimentos.
Vídeo mostra Gabriel armado antes da abordagem
O Jornal Razão teve acesso a um vídeo de câmera de segurança que registra o momento em que Gabriel passa em frente ao estabelecimento instantes antes de entrar no local. Nas imagens, ele caminha segurando a arma.
Histórico preocupante
A ficha criminal de Gabriel impressiona pelo volume e pela gravidade dos registros. Os documentos obtidos pelo Jornal Razão mostram que, ao longo dos últimos anos, ele foi alvo de diversos boletins de ocorrência com qualificações como:
- Lesão corporal dolosa contra mulher
- Ameaças reiteradas contra a própria mãe, Maria Aparecida da Rosa
- Violência doméstica desde a adolescência
- Furto
- Uso problemático de drogas e recusa em tratamentos
- Ameaças de morte contra familiares
Em uma ocorrência registrada, sua mãe relatou à polícia que foi obrigada a sair de casa por temer ser agredida. Na ocasião, contou que o filho já havia sido internado duas vezes para tratamento de dependência química, mas abandonou ambos os tratamentos. “Gabriel disse que vai arrumar uma arma e matar todo mundo”, consta no boletim.
Histórico começa cedo
Ainda adolescente, Gabriel já era investigado por agressões e ameaças. Diversos boletins de ocorrência classificam os episódios como violência doméstica, com lesão corporal, injúria, dano ao patrimônio e intimidação. Há registros entre 2016 e 2024, quase todos vinculados à Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), em São José (SC).
Além da mãe, outras mulheres também aparecem como vítimas nos registros, incluindo ex-companheiras e funcionárias de comércios locais.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois que um vídeo do momento da abordagem foi compartilhado por páginas locais. Segundo testemunhas e relatos, Gabriel teria sacado uma arma contra os policiais no momento em que foi encontrado. Diante da ameaça, os PMs atiraram.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas Gabriel morreu antes de chegar ao hospital.

