EXCLUSIVO: Grupo comunista que usa crianças para invasões criminosas em SC é alvo de operação

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Na manhã desta quinta-feira (27), a Polícia Militar de Santa Catarina e a Polícia Civil deflagraram uma operação conjunta batizada de “Incursio”, com o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Itajaí, Navegantes e Florianópolis.

Os alvos são integrantes e líderes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), suspeitos de participar de uma série de atos que envolvem invasões de propriedade, uso de violência, perturbação da ordem e, principalmente, o uso de crianças como escudo para impedir ações policiais.

Manifestação ou crime? Relatório aponta abusos em série

Segundo relatório da Agência de Inteligência da Polícia Militar, o grupo se vale do discurso de “direito à moradia” para praticar atos que extrapolam o direito de manifestação. A Polícia destaca que os investigados atuaram de maneira coordenada em pelo menos quatro episódios registrados em 2025 no município de Itajaí.

Os nomes de Jácson da Silva dos Santos, Luiza Scheibe Wolff, Lais Paganelli Chaud e André Luiz Maykot Filho aparecem repetidamente como líderes de manifestações que terminaram em confusão ou invasão de estabelecimentos privados.

Shopping invadido e gritaria nas praças de alimentação

Em abril, integrantes do MLB invadiram o Itajaí Shopping, subiram em mesas e cadeiras e gritaram palavras de ordem com cartazes e megafone. Mesmo após pedidos de retirada por parte dos seguranças, o grupo se recusou a sair.

“Eles ficaram mais agitados, gritando e fazendo algazarra”, registrou o boletim da PM.

Jácson da Silva dos Santos assumiu a liderança da ação e relatou ser representante do Movimento Luta de Classes, afirmando que protestava contra escalas de trabalho.

Supermercado invadido: exigência de doações e presença de crianças

Menos de um mês depois, o mesmo grupo invadiu o Fort Atacadista, exigindo a entrega de cestas básicas. O gerente do supermercado relatou que os manifestantes afirmaram que só sairiam mediante doações.

“Eles estavam perturbando o trabalho dos funcionários e impedindo o funcionamento do local”, diz o relatório policial.

Durante a ação, foi registrada a presença de crianças entre os manifestantes, o que obrigou a PM a acionar o Conselho Tutelar. Segundo a Polícia, a presença dos menores seria utilizada como forma de dificultar eventual ação da força pública.

Tentativa de invasão em evento com governador e parlamentares

Em agosto, o grupo tentou impedir a realização de um evento na Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) que contava com a presença do governador Jorginho Mello, do deputado federal Nikolas Ferreira e da deputada estadual Ana Campagnolo. A PM relatou tentativas de agressão a seguranças privados e tentativa de rompimento da segurança do local.

Invasão de prédio em construção: “Queremos a assistência social aqui”

O episódio mais grave ocorreu em 7 de setembro. Às 5h da manhã, cerca de 50 pessoas invadiram um prédio em construção no bairro Ressacada, em Itajaí, rompendo corrente e cadeado.

“Queremos representantes da assistência social aqui. Só sairemos com negociação”, exigia Lais Paganelli Chaud, uma das líderes do grupo.

Após a chegada de representantes da prefeitura e da PM, houve negociação e o grupo deixou o imóvel. Novamente, crianças estavam entre os presentes, conforme registrado em imagens.

Uso de crianças como escudo: crime previsto em lei

A Polícia identificou ao menos dois episódios em que o grupo utilizou crianças como “escudo humano”, com a intenção de impedir ações policiais e gerar comoção pública. O relatório destaca que a prática pode configurar crime de submissão a vexame ou constrangimento (art. 232 do ECA) e maus-tratos (art. 136 do Código Penal).

“É notório que tais movimentos utilizam crianças como forma de sensibilização e de ‘proteção’ contra ações públicas, afrontando a dignidade e a integridade asseguradas pela legislação brasileira”, aponta o documento.

Financiamento e articulação em Florianópolis

As investigações revelaram que grande parte da articulação do movimento ocorre em Florianópolis, onde está localizada a ocupação Anita Garibaldi, utilizada como sede política e centro de planejamento de ações. Lais Paganelli Chaud, que lidera o MLB-SC, é também responsável pela conta bancária para arrecadação de recursos financeiros destinados à ocupação.

A PM ainda descobriu que um ônibus fretado da empresa Praiana foi utilizado para transportar manifestantes de Florianópolis até o local da invasão em Itajaí, indicando organização logística e planejamento prévio.

Operação Incursio mira núcleo de lideranças

Com base nas provas reunidas ao longo do ano, a Polícia Civil representou ao Poder Judiciário pela expedição de mandados de busca e apreensão. A Operação Incursio teve como alvo os seguintes investigados: Jácson da Silva dos Santos, Luiza Scheibe Wolff, Lais Paganelli Chaud, André Luiz Maykot Filho, Nathália Tarses Gomes de Melo, Raquel Santos Araujo e Alex Cardoso Pereira.

O objetivo da operação é reunir novas evidências, identificar financiadores e aprofundar as investigações sobre aliciamento de famílias em situação de vulnerabilidade, uso de menores e conexões com movimentos nacionais de viés comunista.

Polícia reforça que o direito de manifestação tem limites

Em nota, as forças de segurança reforçaram que atuam com rigor a partir do momento em que manifestações deixam de ser pacíficas e passam a violar o ordenamento jurídico.

“A Constituição garante o direito de se manifestar, mas não autoriza invasão de propriedade, uso de violência, perturbação da ordem ou exploração de crianças. Protestos perdem sua legitimidade quando descambam para o crime”, diz o comunicado conjunto da Polícia Civil e Militar.

Com a operação desta quinta-feira, Santa Catarina envia um recado claro: não há espaço para a instrumentalização da miséria e da infância em nome de projetos ideológicos.

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