A fiscalização apertou o cerco e retirou de circulação 40 carrinhos de ambulantes irregulares na praia de Canasvieiras, em Florianópolis, durante uma ação da Operação Verão realizada nesta quinta-feira. Segundo os agentes, parte do material apreendido estava em condições precárias, descritas durante a abordagem como “tudo podre”, oferecendo risco direto à saúde de moradores e turistas.
Além dos carrinhos sem alvará, a operação resultou na apreensão de 145 garrafas de bebidas sem comprovação de origem, levantando suspeitas sobre procedência, armazenamento e possíveis irregularidades sanitárias. Mesas, cadeiras, caixas térmicas e guarda-sóis também foram recolhidos.
A ação teve como foco combater o comércio irregular, proteger consumidores e garantir que apenas atividades regularizadas ocupem a faixa de areia durante a alta temporada, período em que o fluxo de visitantes aumenta de forma significativa na Capital.
Os pontos fiscalizados já haviam sido mapeados previamente pelas equipes técnicas e passaram por uma vistoria completa. A atuação envolveu verificação documental, análise sanitária, fiscalização ambiental e de posturas, além de suporte policial para garantir a segurança dos servidores durante a operação.
A fiscalização foi coordenada pela Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública, por meio da Fiscalização de Serviços Públicos, com participação do Procon e da Guarda Municipal. Também integraram a ação a Floram, a Vigilância Sanitária, a Polícia Civil e a Polícia Militar de Santa Catarina, em um trabalho conjunto para ampliar a efetividade da operação.
A vice-prefeita e secretária municipal de Segurança e Ordem Pública, Maryanne Mattos, destacou que a integração entre os órgãos é essencial para o sucesso das ações. Segundo ela, o objetivo é manter a ordem pública, proteger o consumidor e preservar as condições sanitárias e ambientais das praias de Florianópolis.
A Prefeitura informou que novas fiscalizações devem ocorrer ao longo de toda a temporada de verão, com tolerância zero para irregularidades que coloquem em risco a saúde pública, prejudiquem o comércio regularizado ou comprometam a organização das praias da cidade.

