A Polícia Rodoviária Federal concluiu, às 23h59 desta terça-feira (21), a operação especial de fiscalização nas rodovias federais de Santa Catarina durante o feriado de Tiradentes. A mobilização, que durou cinco dias, concentrou ações nas BRs 101, 282, 470 e 280, com mais de 7 mil veículos abordados em diferentes pontos do estado.
O balanço revela um número elevado de infrações. Foram quase 2.500 registros, além de mais de mil flagrantes de excesso de velocidade. Entre as condutas mais recorrentes estão ultrapassagens em locais proibidos, motoristas dirigindo sob efeito de álcool, ausência do cinto de segurança e transporte irregular de crianças.
Mesmo com o reforço na fiscalização, o feriado foi marcado por acidentes graves. Ao todo, 109 ocorrências foram registradas, deixando 85 pessoas feridas e cinco mortes confirmadas nas rodovias federais catarinenses.
Um dos casos ocorreu na BR-101, em Palhoça, onde um homem de 41 anos morreu após uma colisão traseira. No domingo (19), outras três mortes foram registradas em diferentes regiões do estado, incluindo ocorrências em Guaramirim, Rancho Queimado e Dionísio Cerqueira. Já na noite de segunda-feira (20), mais um acidente com morte foi registrado novamente na BR-101, também em Palhoça.
Segundo a PRF, atitudes de risco continuam sendo determinantes para a ocorrência de acidentes. O excesso de velocidade, as ultrapassagens indevidas e o desrespeito às normas básicas de segurança elevam significativamente tanto a probabilidade de colisões quanto a gravidade das consequências.
Além das ações voltadas ao trânsito, a operação também teve impacto no combate à criminalidade. Ao longo dos cinco dias, 18 pessoas foram presas em flagrante e três foragidos da Justiça foram localizados.
Entre as apreensões, destaca-se o flagrante de 321 quilos de maconha transportados em uma caminhonete na BR-116, em Campo do Tenente, no Paraná. Em outra ocorrência, em Chapecó, quase 30 quilos de drogas foram apreendidos após perseguição policial.
Os suspeitos detidos devem responder por tráfico de drogas, conforme previsto na legislação brasileira, com penas que podem chegar a 15 anos de prisão.
