Família não consegue dar último adeus à corretora morta de forma cruel em SC

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A dor da perda ganhou um novo capítulo para os familiares da corretora Luciani Aparecida Estivalet Freitas. Mesmo dias após a confirmação da morte, a família ainda não conseguiu realizar o velório nem o enterro da vítima, assassinada no início de março em Santa Catarina.

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A expectativa é que a despedida ocorra em Canoas (RS), onde vivem parentes próximos, mas o procedimento depende da liberação oficial após exames periciais que seguem em andamento.

Enquanto aguardam, familiares têm usado as redes sociais para prestar homenagens e manter viva a cobrança por justiça. Camisetas com a frase “Justiça para Luciani” estão sendo preparadas para o momento da despedida, ainda sem data definida.

A investigação busca esclarecer detalhes importantes do crime. Entre os pontos analisados está a possibilidade de que a corretora tenha sido dopada antes de ser morta. Os exames estão sob responsabilidade da Polícia Científica.

O desaparecimento começou a levantar suspeitas dentro da própria família. Luciani foi vista pela última vez no dia 4 de março, na região da Praia dos Ingleses, em Florianópolis. Dois dias depois, o comportamento considerado incomum chamou atenção, especialmente pela ausência de contato com a mãe no dia do aniversário.

Mensagens enviadas pelo celular da vítima também causaram estranheza. Segundo familiares, o estilo não condizia com a forma habitual de comunicação dela, o que aumentou a preocupação.

O registro oficial de desaparecimento foi feito no dia 9 de março.

Pouco depois, no dia 11, um corpo esquartejado foi encontrado em Major Gercino, na Grande Florianópolis. A confirmação da identidade veio dois dias depois, por meio de exame de DNA.

De acordo com a Polícia Civil, o crime teria ocorrido entre os dias 4 e 5 de março. O corpo teria permanecido no imóvel da vítima por um período antes de ser levado até uma área rural, onde foi descartado em um rio.

O caso é tratado como latrocínio, quando há roubo seguido de morte. Durante as investigações, uma mulher foi presa com objetos que seriam da vítima. Além disso, um casal suspeito de participação no crime foi detido ao tentar deixar o estado.

Sem respostas completas e sem a possibilidade de despedida, a família segue vivendo dias de angústia — à espera de justiça e de um último adeus.

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