Era pra ser só mais um domingo de praia. Mas o que aconteceu naquele dia mudou tudo.
Fábio Ferreira tinha 30 anos, corpo atlético, espírito jovem e uma paixão sem limites pelo mar. Cresceu pegando onda em Biguaçu, na Grande Florianópolis, onde vive até hoje. Era um surfista como tantos outros, daqueles que aproveitam cada segundo do dia, que vivem com intensidade, que não sabem ficar parados.
Mas em uma curva do destino, veio o silêncio.
Ele e cinco amigos seguiam de carro para o litoral quando o veículo capotou várias vezes. Fábio foi arremessado e quebrou três vértebras cervicais na altura do pescoço. O diagnóstico foi devastador: trauma medular severo. Ele ficou tetraplégico. Perdeu o movimento das pernas e dos braços. Tudo mudou.

“Faz 22 anos que eu não consigo tomar um café sozinho… nem coçar meu próprio corpo”, conta ele, com a serenidade de quem aprendeu a viver com o essencial.
“22 anos que eu não consigo abraçar quem eu amo.”
Essa frase, dita por Fábio num vídeo que viralizou nas redes sociais, rasgou milhares de corações. Foram milhares de curtidas, compartilhamentos e comentários comovidos. Pessoas que pararam o que estavam fazendo, refletiram e, em muitos casos, choraram.
“Não reclama da vida, cara”, ele diz.
“Se tu consegue mexer o teu pé, mexe teu dedo, mexe o teu braço… Tu é trilionário. Tu pode se coçar, tomar banho sozinho, trabalhar, subir escada, se mexer. Tu é trilionário.”
Fábio vive em uma cadeira de rodas motorizada que ele controla com o queixo. Precisa da ajuda da esposa e de cuidadores para tudo. Desde se alimentar até ir ao banheiro. E mesmo assim, seu discurso é um grito de gratidão à vida.
“A cabeça tá boa. Eu tô com saúde. E isso já é tudo.”

A sinceridade e a força de Fábio impressionaram até mesmo quem só parou ali para um bate-papo casual, como o influenciador Jotta Vieira, que publicou o vídeo com a frase: “Esse encontro mudou literalmente a minha forma de pensar sobre tudo na vida.”
Na seção de comentários, uma internauta escreveu: “Meu pai também ficou tetraplégico. Nunca reclamou. Quando estou triste, lembro dele e volto a sorrir.”
Na página pessoal de sua esposa Katia, onde são compartilhados registros do dia a dia, o amor é visível em cada gesto. Nos vídeos, Fábio aparece sorrindo, andando pelas ruas em sua cadeira motorizada, dando palestras, motivando jovens, sendo exatamente aquilo que ele representa: um homem que escolheu viver com plenitude mesmo quando tudo ao redor dizia o contrário.
Hoje, aos 52 anos, Fábio não surfa mais, mas ensina a surfar as marés mais difíceis da vida. Com uma fala mansa, mas cheia de potência, ele toca onde mais dói: naquilo que esquecemos de valorizar.
Sua história, nascida em Biguaçu, já alcançou o Brasil inteiro. E continua ecoando.
“Vocês estão reclamando de quê?”, ele pergunta no final do vídeo.
E por alguns segundos, o mundo parece ficar em silêncio.
Para quem deseja ajudar Fábio em sua jornada de superação, qualquer contribuição é bem-vinda.
Pix solidário: 48991154501 (chave de celular em nome da família)

