“Tentou segurar a arma para não morrer”: pistola falhou duas vezes durante execução em Florianópolis

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A noite de 31 de maio terminou de forma brutal no bairro Pantanal, em Florianópolis. O que seria uma conversa comum dentro de uma conveniência terminou em execução à queima-roupa. A vítima foi identificada como José Felipe Araújo Xavier, de 26 anos, natural do Ceará. Ele foi assassinado com diversos disparos de arma de fogo dentro do local onde, segundo apurações da reportagem, ele mesmo atuava como empreendedor.

As imagens internas, obtidas com exclusividade pela equipe de reportagem, revelam a sequência do crime, considerada por investigadores como extremamente violenta e planejada.

José Felipe aparece conversando com um rapaz no balcão da loja. O ambiente, aparentemente calmo, é invadido por um homem mascarado, vestido de preto e usando touca. Sem dizer uma palavra, o atirador aponta a arma para a vítima e efetua dois disparos. José cai imediatamente ao chão.

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Mas o ataque não termina aí.

Segundo a reconstrução feita pelo Jornal Razão, enquanto o rapaz que estava com José consegue fugir — graças ao fato de que uma das armas falhou duas vezes ao ser apontada contra ele —, o atirador retorna. Nesse momento, ainda vivo, ele tenta segurar a arma para evitar ser baleado novamente. O gesto desesperado não surte efeito. Um segundo criminoso entra em cena, vestindo moletom rosa, e toma a frente do ataque.

Esse segundo atirador desfere uma coronhada contra o comparsa, como se assumisse o controle da ação e o ‘expulsasse’ da cena. José Felipe, mesmo ferido, tenta se arrastar pelo chão. Os criminosos então retornam mais uma vez e disparam novamente. O homem morre ainda no interior da loja.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 22h. Quando as primeiras guarnições chegaram ao endereço, a equipe do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) já estava no local. Uma testemunha prestava os primeiros socorros até a chegada do SAMU, que apenas pôde constatar o óbito.

Equipes do Instituto Geral de Perícias (IGP) e da Polícia Civil foram acionadas e recolheram provas, incluindo um carregador de pistola encontrado no local. Um celular também foi apreendido para ajudar na investigação.

A motivação do crime ainda é desconhecida. No entanto, o nome de José Felipe já havia aparecido anteriormente em processos criminais, incluindo acusações de homicídio, tráfico, posse ilegal de arma, roubo e associação criminosa.

Mesmo assim, segundo consta em movimentações processuais comandadas pelo advogado de defesa de José Felipe, o criminalista Marcos Paulo Poeta dos Santos, José já havia sido absolvido por duas vezes em júri popular no caso mais grave — um homicídio duplamente qualificado, além de ter sido inocentado em outra ação por organização criminosa. Ele atualmente estava trabalhando legalmente, com carteira assinada. Além disso, a conveniência onde ocorreu o crime seria de sua propriedade.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar os executores e esclarecer os reais motivos da execução.

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