Filho presencia ex-vereadora do PT matar o pai com tiro na cabeça em SC

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Um crime brutal chocou os moradores de Paial, no Oeste de Santa Catarina, nas primeiras horas desta sexta-feira (20). A ex-vereadora Adriana Terezinha Bagestan, eleita pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em 2020, é suspeita de matar o próprio marido, Sedinei Wawczinak, com um disparo de arma de fogo.

O homicídio ocorreu na comunidade de Linha Aparecida, zona rural do pequeno município de 1.927 habitantes, conforme o Censo de 2022 do IBGE. A vítima, de 42 anos, foi atingida na cabeça enquanto dormia. De acordo com a Polícia Civil, o tiro foi disparado pela esposa, que teria fugido logo após o crime.

Criança presenciou o assassinato

Um dos pontos mais sensíveis do caso é o fato de o filho mais novo do casal estar presente no momento do disparo. A criança presenciou a morte do pai, entrou em estado de choque e precisou ser encaminhada para atendimento médico na unidade de saúde do município.

Segundo o comandante da Polícia Militar de Seara, capitão Martins, os militares só foram acionados no início da manhã, quando familiares da própria suspeita fizeram contato relatando o crime. No entanto, as evidências indicam que o homicídio ocorreu durante a madrugada.

“Quando a guarnição chegou ao local, a autora já não estava mais lá. Estamos coletando informações para tentar localizá-la o quanto antes”, afirmou o capitão.

Polícia trata como homicídio qualificado

A Polícia Civil confirmou que o caso está sendo investigado como possível homicídio qualificado, mas ainda não descarta outras hipóteses. Segundo nota oficial, a arma de fogo utilizada no crime não foi localizada e o paradeiro da ex-vereadora segue desconhecido.

As equipes da Polícia Científica e da Polícia Civil isolaram a área e realizaram a perícia no local do crime. Testemunhas estão sendo ouvidas e novas diligências devem ocorrer ao longo do dia.

Em Paial, a última execução havia sido registrada há exatamente quatro anos, em 17 de junho de 2021, quando uma mulher de 38 anos foi morta a tiros.

Adriana Bagestan ocupou uma cadeira no Legislativo de Paial após ser eleita em 2020 pelo PT, mas não se reelegeu para o mandato seguinte. Desde então, mantinha perfil discreto na cidade.

O caso segue em investigação e a Polícia pede que qualquer informação sobre o paradeiro da suspeita seja repassada imediatamente às autoridades.

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