Um homem identificado como Flávio Roberto Cid Borges foi preso na tarde desta segunda-feira (21) suspeito de ter estuprado uma criança de 5 anos no banheiro de uma igreja pentecostal em Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. O crime teria ocorrido na noite de domingo (20), durante um culto.
Inicialmente, circulou a informação de que o caso teria ocorrido em Balneário Camboriú, cidade vizinha, mas os documentos da Polícia Militar confirmam que o fato se deu em Camboriú.
Segundo os relatos obtidos com exclusividade pela equipe do Jornal Razão, a criança foi levada ao Hospital Ruth Cardoso após apresentar dor e comportamento incomum. A médica responsável atestou a presença de secreção esbranquiçada e pegajosa na região íntima da criança, além de escoriações discretas e odor forte. A calça usada no momento do culto também apresentava vestígios líquidos na parte do glúteo e foi recolhida como prova.
A criança contou aos policiais que foi surpreendida por um homem dentro do banheiro, que a puxou pelo braço, tampou sua boca, abaixou suas roupas e tocou suas partes íntimas, ordenando que permanecesse em silêncio.
A Polícia Militar iniciou buscas ainda na noite do domingo. Imagens de câmeras de segurança e testemunhos de membros da igreja ajudaram a identificar Flávio Roberto Cid Borges como a pessoa que esteve no banheiro no mesmo horário da vítima e supostamente demorou mais do que o normal para retornar ao culto.
Na manhã de segunda-feira (21), após novas diligências, a guarnição localizou o suspeito saindo de casa com um veículo Chevrolet Spin. Ele foi abordado pelas viaturas policiais e conduzido até a Delegacia de Polícia para averiguação.
Durante o depoimento, Flávio admitiu ter estado no banheiro no mesmo horário, mas negou qualquer envolvimento com o crime. Alegou que viu a criança tentando acender a luz do banheiro, que havia apagado, e voltou para ajudar. Afirmou ter pego água e retornado ao culto rapidamente, negando ter permanecido por tempo suficiente para qualquer ato ilícito. Também declarou que o local possui câmeras de segurança que supostamente comprovariam seu alegado “curto tempo de permanência no local”.
A vítima e sua mãe reconheceram o suspeito, apontando semelhança com o homem que teria cometido o abuso. O caso segue em investigação pela Polícia Civil.
O suspeito, natural de Belém do Pará, é ex-recruta da Marinha do Brasil e já foi notícia no site oficial da MB, quando deu depoimento sobre um “curso de cultivo de plantas e jardinagem para militares temporários”. Ele está detido à disposição da Justiça, e o caso está sendo tratado como estupro de vulnerável, com lesão corporal.

