Ex-diretor de presídio teria cobrado propina em contrato de R$ 2,85 mi para ampliar unidade em Lages

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Uma nova operação do Ministério Público de Santa Catarina mirou o ex-diretor do Presídio Regional de Lages nesta quinta-feira (23), aprofundando as investigações sobre corrupção na unidade prisional da Serra catarinense. A ação, batizada de Terra Prometida e deflagrada pelo Gaeco, aponta que Rodrigo Barroso teria usado um contrato de R$ 2,85 milhões, destinado à ampliação da unidade, para cobrar propina do proprietário de um terreno rural vizinho que seria desapropriado.

Conforme o Gaeco, a negociação teria ocorrido em 2025: Barroso teria sugerido acelerar o pagamento da indenização pela desapropriação e, em troca, ficaria com parte do valor. A investigação tramita sob sigilo.

Buscas e apreensões

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços residenciais e empresariais de alvos da operação. Documentos, equipamentos eletrônicos e mídias foram recolhidos e serão analisados pelo Gaeco para dar prosseguimento à apuração.

Desdobramento da operação Carne Fraca

A Terra Prometida é desdobramento direto da operação Carne Fraca, deflagrada em março deste ano, que resultou na prisão preventiva e exoneração de Rodrigo Barroso. Aquela investigação teve início após uma representação que denunciava benefícios irregulares concedidos a um apenado entre março e outubro de 2025.

Segundo o Ministério Público, o ex-diretor teria mantido relação pessoal com a companheira de um preso e recebido carnes nobres como picanha em troca de vantagens indevidas. A análise dos dados telefônicos e telemáticos obtidos na Carne Fraca subsidiou os mandados cumpridos nesta quinta. Barroso atuava como diretor da unidade desde agosto de 2022 e é advogado e policial penal.

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