Jogo do Tigrinho destrói sonho de formatura de alunos em Bombinhas: “aposta errada”

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Uma estudante de 18 anos é suspeita de se apropriar de R$ 10 mil da formatura da turma de técnico em hospedagem da Escola de Educação Básica Maria Rita Flor, em Bombinhas, no Litoral Norte de Santa Catarina, e gastar todo o valor em apostas no “Jogo do Tigrinho”. O caso foi registrado como apropriação indébita na Polícia Civil e deixou 25 alunos sem os recursos arrecadados para a festa. As informações foram repassadas ao Jornal Razão em parceria com o portal NDMais.

De acordo com o boletim de ocorrência, o dinheiro vinha sendo guardado pela estudante, que era responsável por receber os valores via Pix e em espécie. O montante foi resultado de meses de esforço coletivo dos colegas, que venderam doces, pipocas, balas e organizaram eventos para financiar a comemoração de formatura. No início de outubro, havia R$ 10.126,04 no caixa da turma.

Uma professora da escola, madrinha da formatura, contou que fez uma brincadeira em sala sobre outro caso semelhante ocorrido em Governador Celso Ramos, quando uma docente havia perdido R$ 72 mil em apostas. Foi nesse momento que uma colega de classe disse em tom de brincadeira: “Não vai gastar tudo no Tigrinho!”. Nos dias seguintes, a jovem não apareceu mais na escola e deixou de responder às mensagens no grupo da turma.

No dia 14 de outubro, preocupadas com o sumiço da estudante e o dinheiro, representantes da escola e da comissão de formatura foram até a casa da jovem. Lá, encontraram a aluna e a mãe, que inicialmente disseram não saber o que havia acontecido. Em seguida, a estudante confirmou que havia perdido todo o dinheiro no Jogo do Tigrinho, enquanto ria da situação, conforme o relato do boletim.

Ainda segundo o documento, a mãe contou que a filha já havia acessado a conta dela para realizar apostas online, tratando o caso com naturalidade. Nenhuma das duas demonstrou surpresa ou arrependimento diante da situação.

A professora destacou à Polícia Civil o impacto emocional e financeiro causado na turma, que trabalhou por meses para reunir o valor. “Foi um grande esforço, com muita dedicação e tempo. A aluna não pensou nisso quando se apropriou do dinheiro, que não era só dela, mas de todos os colegas”, disse no registro policial.

O caso segue sob investigação da Delegacia de Polícia de Bombinhas, e até o momento nenhuma medida judicial foi anunciada. Os alunos ainda buscam alternativas para não perder a festa que simbolizaria a conclusão do curso.

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