Uma mulher denunciou ter sido brutalmente agredida durante uma celebração religiosa na noite de sexta-feira, em um centro espiritual que ela frequentava. O evento homenageava uma filha de santo e também marcava a entrega de um certificado de sacerdotisa para outra integrante da casa, que passaria a ser reconhecida como mãe de santo. O ambiente, segundo a vítima, estava tranquilo no início — com organização simples, mas bonita.
A mulher relatou que, mesmo conhecendo o histórico conturbado da nova sacerdotisa em outras casas de fé, ela foi acolhida com respeito por todos, inclusive após um episódio grave em que teria quebrado uma garrafa na cabeça de um antigo pai de santo, provocando sua morte.

Durante a gira, tudo transcorria normalmente. Ao final, no entanto, a sacerdotisa pediu que apenas os dirigentes da casa permanecessem para uma evocação espiritual. A justificativa foi que sua pomba-gira estaria instável, e ela alegou que a coroa espiritual havia sido “desestabilizada”. Inicialmente, culpou apenas a mãe da vítima, que estava presente. Depois, mudou a acusação e direcionou a culpa também à própria vítima, o que provocou indignação no grupo.
Ainda conforme o relato, mesmo com a entidade da vítima sendo aceita e seu ponto riscado durante a gira, a sacerdotisa se recusou a reconhecer a manifestação espiritual e iniciou uma discussão. A mulher conta que foi cercada, acusada de desrespeito e empurrada por outra participante da casa. A agressão rapidamente escalou para socos e violência física mais grave.

“O marido dela veio pra cima de mim. Me acertou várias vezes na cabeça. Tentaram me enforcar, puxaram meu cabelo, me bateram no rosto com garrafas. A maior parte da violência foi no meu rosto”, contou.
A vítima conseguiu sair do local com ajuda de seu irmão de santo, mas os agressores teriam seguido atrás. Em determinado momento, o marido dela interveio para impedir novas agressões. Ela foi levada a uma quadra próxima, mas os ataques continuaram em dias seguintes, com xingamentos e perseguição.
O momento mais crítico, segundo a vítima, aconteceu quando a sacerdotisa, armada com uma faca, tentou golpeá-la várias vezes. A tentativa só não teve consequências ainda mais graves porque outra pessoa entrou na frente e conseguiu derrubar a faca.
“Começaram a me bater no chão. Chutes, socos, colocaram o pé na minha cabeça, o joelho no meu pescoço. Foi aí que eu desmaiei e começei a convulsionar”, relata.
Enquanto ela estava desacordada, algumas pessoas tentaram colocá-la em um carro para sumir com a vítima . Nesse momento, outra testemunha teria gritado, alertando que a situação era grave, o que fez com que os agressores fugissem do local em alta velocidade.
A mulher, ainda em recuperação, diz que teme pela própria segurança e busca justiça pelos crimes sofridos. Ela afirma ter sido vítima de tentativa de homicídio, lesão corporal e perseguição. O caso, segundo ela, será formalizado junto às autoridades


