Uma mulher de 47 anos, corretora de imóveis, está desaparecida em Florianópolis desde 4 de março. Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses, no Norte da Ilha, e desde então a família não conseguiu contato real com ela. O caso ganhou contornos suspeitos quando mensagens enviadas pelo celular da corretora passaram a apresentar erros gramaticais incomuns, levando os irmãos a desconfiar de que outra pessoa estaria usando o aparelho.
Conforme o irmão Matheus Estivalet Freitas, que mora em Itapema, no Litoral Norte catarinense, a família tentou falar com Luciani diversas vezes antes de registrar o boletim de ocorrência na segunda-feira (9). As respostas que chegavam pelo celular da corretora não condiziam com a forma como ela costumava escrever. Em uma das mensagens, a pessoa que se identificava como Luciani dizia estar bem e afirmava querer se afastar da família por um tempo, alegando perseguição de um ex-namorado. Palavras como “pesso” no lugar de “peço” e “precionando” em vez de “pressionando” acenderam o alerta.
Na segunda-feira, Matheus foi até o apartamento da irmã, no bairro Santinho, acompanhado de policiais. O cenário encontrado reforçou a preocupação: havia comida estragada e muita louça suja na pia. Segundo o irmão, os alimentos estavam em decomposição havia dias, o que indica que Luciani não frequentava o imóvel há um período considerável.
O veículo da corretora, um Hyundai HB20 de cor prata, também não foi mais localizado. A última informação obtida pela família, segundo Matheus, é de que o carro teria sido visto em São João Batista, município do Vale do Tijucas.
Luciani atuava como corretora e administradora de imóveis na região da Praia do Santinho, área turística do Norte da Ilha, além de gerenciar propriedades no Rio Grande do Sul. Após o desaparecimento, proprietários de imóveis administrados por ela também relataram situações incomuns. Conforme o irmão, uma proprietária que tinha contrato com Luciani havia dois anos afirmou ter recebido mensagens consideradas estranhas após atrasos no repasse de aluguéis. Segundo Matheus, nunca houve atraso nos repasses nem demora nas respostas antes do sumiço.
O restante da família de Luciani vive em Canoas, no Rio Grande do Sul. A Polícia Civil investiga o caso, mas não detalhou a linha de investigação nem informou se há suspeitos identificados até o momento.

