Duas pessoas foram atingidas por disparos de arma de fogo no fim da noite desta quinta-feira (1º) em Penha, no Litoral Norte de Santa Catarina. A ocorrência foi registrada por volta das 22h50, na Rua Lourival de Souza, na localidade do Mariscal, e mobilizou equipes de segurança pública e socorro.
De acordo com informações oficiais da Polícia Militar de Santa Catarina, dois homens em uma motocicleta teriam passado pelo local e efetuado diversos disparos contra um adolescente de 17 anos e um jovem de 20 anos. Após o ataque, os suspeitos fugiram.
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foram acionadas para prestar atendimento às vítimas. Um dos feridos foi atingido na perna, enquanto o outro sofreu perfuração por projétil de arma de fogo na região da cabeça.
Ambos foram encaminhados ao Pronto Atendimento de Penha, onde permaneceram sob cuidados médicos.
Ainda conforme a Polícia Militar, o jovem de 20 anos é natural de Santa Catarina e possui passagens policiais anteriores, incluindo registros por desobediência, resistência, posse ou porte de drogas para uso pessoal, dano, tráfico de drogas, roubo e suspeita de homicídio.
A mãe do jovem baleado na cabeça, Fabiana, fez um relato contundente sobre o caso e afirmou que a família já vinha vivendo sob ameaças. Segundo ela, houve um episódio anterior de extrema violência envolvendo um comerciante.
“Eu sofri uma tentativa de feminicídio de um comerciante que acertou o meu marido com um tiro após cinco disparos porque ele não queria que ficasse na calçada do estabelecimento dele. Ele prometeu que mataria eu e minha família, falou que terminaria o serviço. Eu procurei a lei, a proteção, e infelizmente chegou tarde”, declarou.
Fabiana também descreveu o momento em que presenciou o atentado contra o filho. “O meu filho levou um tiro na cabeça na porta da minha casa. Quando eu estava abraçando a minha menina, eu vi os indivíduos disparando contra meu filho e outro amigo. Foram vários disparos”, relatou.
Ao final do desabafo, a mãe fez um apelo por justiça e pela recuperação do jovem. “Eu quero justiça e que meu filho possa sair dessa e criar sua filha”, afirmou.
A área do crime foi isolada para preservação da cena até a chegada da Polícia Civil, que assumiu a investigação. O caso segue em apuração para esclarecer a autoria, a motivação dos disparos e a relação com os fatos narrados pela família. Até o momento, ninguém foi preso.

