Um homem identificado como José Francisco de Loyola Telles, de 42 anos, empresário do ramo imobiliário com atuação em Itapema, foi morto a tiros dentro de um veículo na noite desta terça-feira (18), na Rua Afonso Pena, no bairro Ipiranga, em São José. Outro rapaz, de 25 anos, ficou ferido.
A Polícia Militar confirmou que as vítimas estavam dentro do carro quando foram atingidas. José morreu no local. O segundo ocupante foi socorrido pelo SAMU e se recupera bem.
A identidade da vítima fatal ainda não havia sido divulgada oficialmente até a madrugada, mas o Jornal Razão confirmou a identificação com exclusividade e apurou detalhes sobre sua vida empresarial e antecedentes criminais.
Empresário de Itapema atuava em construtoras, indústria moveleira e possuía histórico em investigações federais
Dados obtidos pela reportagem mostram que José Francisco era sócio e administrador de empresas ligadas à construção civil, incorporação imobiliária e indústria moveleira em Itapema e Porto Belo.

Ele também aparecia como administrador de empreendimentos de edificação e obras civis, além de negociar veleiros e embarcações de alto valor na região.
Consultas realizadas pelo Razão mostram que José constava até mesmo em processos federais relacionados a tráfico ilícito de drogas.
Fontes ouvidas pelo Jornal Razão sob condição de anonimato relataram que outros traficantes acumulavam dívidas milionárias com José.
A interpretação predominante até o momento é de que José foi vítima de uma execução caracterizada como ‘queima de arquivo’, motivada sobretudo por dívidas.
Dinâmica do crime reforça hipótese de execução planejada
O ataque ocorreu de maneira direta, rápida e precisa: tiros disparados contra os ocupantes dentro do veículo, fuga imediata do atirador e execução sem chance de reação.
O helicóptero Arcanjo chegou a ser acionado, mas foi dispensado antes de pousar. A Polícia Científica realizou a perícia, e a investigação segue em andamento.
Até o momento, nenhuma linha de investigação oficial foi confirmada, mas os bastidores apurados pelo Jornal Razão colocam o caso dentro de uma teia de dívidas, rota internacional de drogas e disputas envolvendo grandes operadores do narcotráfico.

