A jovem Kemilly, moradora de Guarulhos (SP), vive um pesadelo desde que foi acusada injustamente de sequestrar a própria filha, a pequena Serena, de apenas dois meses de vida. O caso começou depois que uma mulher de Santa Catarina, identificada como Paloma, passou a afirmar nas redes sociais que a bebê seria sua neta e que teria sido entregue ao casal paulista logo após o parto.
Segundo Kemilly, tudo começou na tarde de 27 de outubro, quando Paloma comentou em uma de suas publicações dizendo que “a criança era sua neta roubada”. Em seguida, passou a enviar mensagens privadas se identificando como avó da bebê e exigindo que Serena fosse devolvida.
“Ela disse que a filha dela contou a verdade agora, que a menina era minha filha e que viria buscar a criança”, contou Kemilly, ainda abalada. “Mas essa mulher eu nunca vi na minha vida.”
Com o passar das horas, as mensagens se transformaram em ameaças. Moradores de Santa Catarina, estado onde vive Paloma, começaram a espalhar montagens com fotos e vídeos de Serena, acusando Kemilly de ser uma sequestradora.
“Fizeram montagens com vídeos da minha filha, espalharam meu rosto pela internet me chamando de sequestradora. Estou sendo ameaçada por pessoas que nem conheço”, desabafou.
Temendo pela segurança da família, Kemilly registrou um boletim de ocorrência e aguarda que as autoridades tomem as medidas cabíveis.
O caso ganhou repercussão após a suposta avó afirmar à imprensa que registrou denúncia de sequestro em Santa Catarina. Porém, a jovem e o marido garantem nunca terem estado no estado e afirmam que tudo não passa de um mal-entendido.
“Estão destruindo minha vida com mentiras”, disse. “Tudo o que quero é paz para cuidar da minha filha.”
Enquanto a polícia apura o caso, Kemilly tenta se proteger das ameaças e recuperar a tranquilidade da maternidade interrompida por um erro que tomou proporções nacionais.

