Deputado de SC ignora policiais mortos e cita “pessoas queridas” ao pedir justiça por “chacina” no RJ

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As declarações do deputado estadual Marquito (PSOL), de Santa Catarina, geraram forte repercussão nas redes sociais nesta quarta-feira (29). Em um vídeo publicado após a Operação Contenção, que resultou na morte de 140 criminosos e quatro policiais no Rio de Janeiro, o parlamentar classificou a ação como “inaceitável” e se referiu ao episódio como uma “chacina”.

O que aconteceu no Rio de Janeiro, ontem, é inaceitável! Mais do que lamentarmos e exigirmos justiça contra uma ação que deixou mais de uma centena de vítimas, é preciso sermos contundentes na construção de um outro país, que jamais normalize a barbárie”, afirmou o deputado.

Na gravação, Marquito lamentou pelas famílias que choram pelas “pessoas queridas que perderam a vida nessa guerra”, mas não citou os policiais mortos durante o confronto. Segundo ele, a operação teria “viés de classe e cor” e seria resultado da “necropolítica adotada no Rio de Janeiro”.

As imagens são devastadoras. Corpos cobertos, famílias sem resposta, uma cidade inteira tomada pela dor e pelo caos. Um país em sobressalto, diante de uma narrativa que busca culpabilizar, generalizar e tratar o povo preto e pobre como bandido. Não aceitamos essa narrativa”, disse.

O parlamentar defendeu uma mudança estrutural na forma como o país trata a segurança pública, pedindo o fim das operações letais e a construção de um “projeto nacional com compromisso com a vida”.

“O país precisa de outro caminho, de um projeto nacional que una esforços, planejamento e compromisso com a vida. Não podemos compactuar com alternativas que aumentem o medo e a violência contra toda a população”, concluiu.

As falas contrastam com o posicionamento do governador Jorginho Mello (PL), que prestou solidariedade aos quatro agentes de segurança mortos e colocou Santa Catarina à disposição do Rio de Janeiro para reforçar o combate às facções.

Enquanto o Comando-Geral da PMSC homenageia os policiais mortos com bandeiras a meio mastro por três dias, as declarações de Marquito dividem opiniões e reacendem o debate sobre o papel das forças de segurança e os limites das operações em áreas dominadas pelo crime organizado.

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