Os ônibus do transporte coletivo de Florianópolis voltaram a circular por volta das 10h desta quinta-feira (12), após uma paralisação iniciada nas primeiras horas do dia. A greve foi aprovada durante assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano da Região Metropolitana (Sintraturb) na noite de quarta-feira (11), por volta das 22h40.
A mobilização afetou principalmente o Norte da Capital, onde as empresas Transol e Canasvieiras deixaram de operar nas primeiras horas da manhã. A plataforma A do Terminal de Integração do Centro (Ticen) também amanheceu fechada. Em decorrência da paralisação, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) informaram a flexibilização das atividades nos centros da capital.
A retomada da circulação foi confirmada pelo Consórcio Fênix, que anunciou o retorno gradual dos veículos às ruas a partir das 10h, com previsão de que todos os ônibus deixassem as garagens até 10h30.
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão o reajuste salarial de 6%, aumento de 10% no tíquete alimentação, elevação de 8% na gratificação “Trabalhar Sozinho” — quando o motorista também realiza a função de cobrador — e o fim do sistema de contrato duplo, com jornadas de 6h20min e 3 horas. Outras demandas incluem o pagamento do vale alimentação no primeiro sábado do mês, cobertura integral de exames toxicológicos, entrega de dois uniformes a cada seis meses e ressarcimento em até seis parcelas nos casos de afastamento por doença.
Além dessas pautas, os trabalhadores pedem que as empresas assumam até 10% de reajuste nos planos de saúde, rodízio nos plantões de fim de ano e retirada da obrigatoriedade de registrar boletim de ocorrência em casos de assalto, bem como da exigência de devolução de troco nessas situações.
Em resposta, a Prefeitura de Florianópolis informou que, caso ocorram novas paralisações, permitirá o uso de transportes alternativos como vans privadas. A Guarda Municipal também atuará para garantir o deslocamento dos cidadãos. O prefeito Topázio Neto (PSD) declarou estar em diálogo com motoristas de aplicativo e taxistas para reforçar a oferta de transporte. A população foi orientada a utilizar o serviço Alô Saúde para questões médicas emergenciais.
Em nota oficial, a gestão municipal declarou acompanhar as negociações entre o sindicato e o Consórcio Fênix, e afirmou que vem colaborando para reduzir os impactos sobre a população.
O sindicato Sintraturb confirmou a presença de mais de 500 trabalhadores na assembleia e informou que todos rejeitaram a proposta patronal. O estado de greve foi mantido, o que pode resultar em novas paralisações totais ou parciais nos próximos dias.
Já o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros da Região Metropolitana de Florianópolis (SETUF) informou que a proposta apresentada incluía reajuste salarial de 6%, superior ao INPC de 5,32%, além de aumento de 10% no vale-alimentação, que passaria para R$ 1.258,00, e 8% na gratificação por acúmulo de funções. O SETUF destacou que a proposta garante um dos melhores padrões salariais do setor no país.
Fonte: NSC TOTAL

