Santa Catarina registrou 5.007 trotes ao Corpo de Bombeiros em 2025, uma média de 14 chamadas falsas por dia. Os dados são do sistema de Gestão Operacional do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e revelam um problema que persiste ao longo de todo o ano, com concentração em horários específicos do fim de semana.
Conforme o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, o pico de chamadas falsas ocorre aos domingos, entre 16h e 17h, período em que o sistema registrou um acumulado de 79 trotes. Um segundo pico acontece às segundas-feiras, por volta das 15h, com 73 registros. O padrão foi identificado por meio do chamado “Mapa de Calor” das chamadas recebidas pela corporação.
O tempo médio de espera no sistema é de 7 segundos. Na gestão de emergências, esse intervalo representa o tempo em que um atendente precisa avaliar se a ligação é real ou falsa antes de acionar uma equipe. Cada chamada falsa ocupa um operador que poderia estar atendendo uma ocorrência real.
“Enquanto um atendente filtra um trote, uma vítima de parada cardiorrespiratória ou um incêndio estrutural pode encontrar a linha ocupada ou esperar um segundo a mais. O atendimento de 5 mil chamadas falsas gera um estresse desnecessário nos operadores que precisam avaliar, em segundos, se a voz do outro lado é uma vítima real ou não.”
Coronel Fabiano de Souza, comandante-geral do CBMSC
Trote é crime
O CBMSC reforça que trote é crime previsto no artigo 266 do Código Penal, que trata da interrupção ou perturbação de serviço telegráfico ou telefônico. O número 193 deve ser acionado exclusivamente em situações de urgência. O caso reforça a necessidade de conscientização da população sobre o uso responsável dos serviços de emergência.

