“Cheiro podre”: cães vivem entre carcaças e fezes em canil de ‘protetora’ em Florianópolis

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O cheiro de decomposição que toma a Travessa Ibiza, no Campeche, sul de Florianópolis (SC), é o que vizinhos e protetores de animais descrevem como o sinal mais evidente de um problema que se arrasta há pelo menos um ano.

No endereço, segundo os moradores, funciona um canil clandestino onde cães de diferentes raças e tamanhos vivem em meio a fezes, sem manejo adequado, e onde carcaças de animais já foram identificadas no quintal.

A responsável pelo local se apresenta como protetora animal e afirma ter CNPJ regularizado. Moradores e ativistas contradizem essa versão e a acusam de maus-tratos severos e criação ilegal.

Segundo relatos de quem acompanha o caso, no último ano pitbulls mantidos na propriedade teriam matado pelo menos cinco cães de porte menor, resultado direto da falta de separação e controle entre os animais.

A protetora Rô Ebel é uma das vozes que denuncia publicamente a situação. Ela descreve animais agonizando, sem alimentação adequada e vivendo sobre as próprias fezes, em condições que classifica como um depósito de crueldade sob aparência de abrigo. Segundo ela, o que se vê no local não é proteção animal, é abandono.

As denúncias acumuladas pela vizinhança já resultaram em dezenas de registros formais junto à polícia, além de apelos a vereadores ligados à causa animal em Florianópolis.

Mesmo assim, moradores afirmam que nenhuma ação concreta foi tomada até agora, enquanto o número de animais mortos continua crescendo. “Não sabemos se há mais animais mortos ali dentro”, disse uma das testemunhas.

O caso foi direcionado à Delegacia de Proteção aos Animais (DPA), que tem competência para investigar crimes de maus-tratos. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a abertura de inquérito ou realização de vistorias no endereço.

A comunidade aguarda uma resposta das autoridades antes que os demais animais tenham o mesmo destino dos que já foram encontrados mortos no local.

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