Com o rosto ferido, mulher denuncia agressões do companheiro em SC: “não é maquiagem”

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Uma mulher de 37 anos denunciou ter sido vítima de agressão dentro da própria casa, no bairro Gravatá, em Penha, no Litoral Norte de Santa Catarina. O caso aconteceu no dia 1º de fevereiro de 2026 e foi registrado na Delegacia de Polícia.

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Segundo o boletim de ocorrência, ela relatou que viveu um relacionamento com o investigado por cerca de três anos, sendo aproximadamente nove meses em união estável, morando na mesma residência. Conforme o relato prestado à Polícia Civil, a agressão ocorreu durante uma discussão na casa onde os dois conviviam.

De acordo com a versão apresentada por ela no pedido de medidas protetivas, o desentendimento começou durante um encontro na residência, em meio a uma partida de futebol. Ela afirmou que houve provocações verbais e que, ao tentar sair do local, acabou sendo atingida no rosto. Disse que não soube precisar se foi um soco ou se teria sido atingida por algum objeto, mencionando a possibilidade de um capacete.

O caso foi encaminhado para exame de lesões corporais na Polícia Científica. O laudo pericial, emitido pela Superintendência Regional em Balneário Camboriú, descreve uma série de hematomas e escoriações.

Na conclusão técnica, a Polícia Científica afirmou que houve ofensa à integridade corporal causada por ação contundente, ou seja, por energia de ordem mecânica.

Com base no relato da vítima e nos elementos apresentados, a 2ª Vara da Comarca de Penha concedeu medidas protetivas de urgência com fundamento na Lei Maria da Penha. O juiz determinou o afastamento do investigado do lar, caso ainda estivesse residindo com ela, além da proibição de aproximação a menos de 200 metros e da proibição de qualquer tipo de contato.

Também foi determinada a suspensão da posse ou restrição do porte de armas. Na decisão judicial consta que o investigado possui arma registrada e se identifica como CAC. A Justiça advertiu que o descumprimento das medidas pode configurar crime.

Apesar das acusações e das medidas impostas, o investigado não foi preso.

Após registrar a ocorrência e realizar o exame pericial, a mulher gravou um vídeo e publicou nas redes sociais. Na gravação, ela aparece com marcas visíveis no rosto e afirma que as lesões não são maquiagem nem exagero, mas resultado de agressão. Diz que decidiu falar para que outras mulheres não permaneçam em silêncio e reforça que violência não deve ser normalizada.

Ela também declarou que vive com medo, afirmando que considera o investigado uma pessoa perigosa e ressaltando que ele possui armamento. O caso é tratado como violência doméstica e segue sob análise do Poder Judiciário.

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