‘Chefão’ de facção catarinense é preso em bunker em Ponta Porã: ‘armado até os dentes’

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Uma operação de inteligência das forças de segurança de Santa Catarina atravessou fronteiras e desmantelou um dos esconderijos mais sigilosos do crime organizado ligado ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC). O alvo era Hélio Ricardo Cardoso Filho, conhecido no submundo como GG, preso nesta semana em Ponta Porã (MS), na fronteira com o Paraguai.

Segundo apuração exclusiva do Jornal Razão, a ação foi coordenada pelo BOPE da Polícia Militar de Santa Catarina, em conjunto com a Polícia Federal e a Divisão Especial de Investigação Criminal (DEIC) da Polícia Civil, como parte da força-tarefa da FICCO/SC (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado).

GG é apontado como um dos principais líderes do PGC, ocupando cargo no chamado segundo ministério da facção, estrutura responsável pelo comando estratégico da maior organização criminosa de Santa Catarina. Mesmo foragido, ele era responsável por ordenar execuções, sequestros e represálias violentas em solo catarinense.

Entre os crimes atribuídos a GG estão a morte brutal de quatro homens, mineiros e paulistas, que foram sequestrados, torturados e executados em Santa Catarina, com os corpos mutilados e banhados em óleo. O caso é tratado como uma das chacinas mais bárbaras dos últimos anos no estado. Ele também é investigado por dar aval para outros homicídios ligados à guerra interna da facção.

Preso em bunker com arsenal de guerra

O esconderijo de GG impressionou os agentes envolvidos na missão. Tratava-se de um verdadeiro bunker, preparado para resistir a invasões e com estrutura de segurança reforçada. No local, os policiais encontraram armamento de uso restrito e veículos de alto valor.

  • 1 fuzil Colt calibre 5.56
  • 1 fuzil Colt calibre 7.62
  • 2 pistolas Glock 9mm com seletor de rajada
  • 4 carregadores de fuzil
  • 4 caixas de munição 9mm
  • 3 caixas de munição 5.56
  • 1 sacola com munição calibre 7.62
  • 1 caminhonete Toyota Hilux
  • 1 moto esportiva BMW 1000RR

Mesmo armado até os dentes e vivendo em uma fortaleza particular, GG foi surpreendido pela ofensiva da inteligência catarinense. Dois policiais de elite do BOPE de Santa Catarina foram enviados especialmente para Ponta Porã, onde realizaram o levantamento e deram cumprimento aos mandados de prisão.

Golpe no comando do crime

A captura de GG é considerada um dos principais golpes contra a liderança operacional do PGC. Ele é apontado como peça-chave na articulação de crimes executados com alto grau de planejamento e extrema crueldade em diversas cidades de Santa Catarina.

O criminoso será transferido para o sistema prisional catarinense, onde responderá por homicídio, sequestro, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e organização criminosa.

A Polícia Militar de Santa Catarina reforçou que a operação só foi possível graças à integração entre as forças estaduais e federais e que o trabalho de sufocamento da facção seguirá com prioridade máxima. Trata-se de um preso considerado estratégico para o Estado.

https://youtube.com/shorts/HGkPFRlJOKE?si=Ua_IiEoxIC2UmNZf

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