‘Champagne estourado’: vizinhos denunciam e PM flagra mulheres nuas na janela de apto em BC

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Uma festa que durou cerca de 8 horas terminou com três mulheres flagradas completamente nuas na janela de um apartamento, no bairro Pioneiros, em Balneário Camboriú. A ocorrência mobilizou vizinhos durante toda a madrugada e só foi encerrada com a chegada da Polícia Militar, já pela manhã.

Conforme relatos de moradores e o registro da Polícia Militar de Santa Catarina, o evento começou por volta de 1h da madrugada desta quarta-feira, 22, e seguiu até aproximadamente 9h, em um edifício da Rua Julieta Lins, área nobre da Barra Norte do município.

A madrugada em claro

Durante toda a noite, vizinhos reclamaram de som alto, gritaria e consumo excessivo de bebidas alcoólicas no imóvel. Diversos moradores tentaram pedir o encerramento da festa, sem sucesso. Por volta das 7h, conforme relatos, uma briga com troca de ofensas entre participantes agravou a situação dentro do apartamento.

A essa altura, o barulho já havia tirado o sono de famílias inteiras do prédio e de edifícios vizinhos. Mensagens trocadas em grupo de moradores mostram que o incômodo se estendeu por horas, sem que ninguém no imóvel atendesse aos pedidos para que a festa terminasse.

Trio nu na janela

Com o avanço da manhã, a situação tomou outro rumo. As três mulheres passaram a se posicionar completamente nuas na janela do apartamento, permitindo visualização direta por moradores de imóveis vizinhos e por pedestres que passavam pela rua. Conforme o registro policial, famílias com crianças foram diretamente expostas à cena.

Além da exposição, as envolvidas faziam algazarra, gritavam e arremessavam bebida alcoólica pela janela, ampliando o caráter vexatório da conduta e chamando atenção de quem transitava pela via.

A situação foi narrada em tempo real por um morador em grupo de vizinhos:

O apartamento da frente está com festa desde a madrugada, agora estão sem roupa no apartamento.

A versão das envolvidas

Diante da persistência do barulho e da cena na janela, a Polícia Militar foi acionada e a guarnição do 12º Batalhão compareceu ao local. Em contato com os policiais, as três mulheres identificadas no apartamento relataram ter sido contratadas por um homem, que teria cedido o imóvel para a realização da festa.

Questionado pela guarnição, o morador do apartamento afirmou que estava dormindo durante todo o período e só teria tomado conhecimento da situação com a chegada dos policiais militares.

Ato obsceno e perturbação

A conduta foi enquadrada pela polícia, em tese, como ato obsceno, previsto no artigo 233 do Código Penal, por prática em local exposto ao público. O comportamento também se encaixa na contravenção penal de perturbação do sossego, prevista no artigo 42 do Decreto-Lei 3.688/41, em razão dos gritos, da algazarra e das reiteradas reclamações dos moradores.

Apesar do visível incômodo, os vizinhos optaram por não representar formalmente contra o trio. A guarnição orientou as envolvidas e o morador do apartamento a cessarem imediatamente a conduta, e a ocorrência foi finalizada no local, sem prisões.

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