Um caminhoneiro de 62 anos foi brutalmente agredido em um posto de combustíveis no município de Mimoso do Sul, no Espírito Santo, na noite desta quarta-feira (1º). A vítima é Evander Maurilio Godinho, funcionário da Fontanella Transportes há oito anos. Ele havia estacionado o veículo para descansar quando foi surpreendido por funcionários do estabelecimento, que o retiraram à força da cabine e passaram a espancá-lo.
De acordo com informações apuradas, a confusão teria começado após Evander não conseguir realizar o abastecimento no horário exigido pelo posto, já que o sistema de bloqueio dos caminhões da empresa só libera o abastecimento a partir da manhã seguinte. Além disso, há relatos de que os funcionários tentaram cobrar do motorista uma taxa para pernoitar no local, o que ele se recusou a pagar.
Testemunhas relataram que o caminhoneiro foi jogado ao chão e sofreu ferimentos, principalmente na região da cabeça. Vídeos feitos por outros motoristas mostram a vítima gritando de dor enquanto era agredida por seguranças e frentistas. O episódio gerou revolta entre trabalhadores da estrada e mobilizou apoio da categoria.
O empresário Ramiris Fontanella, diretor da transportadora, lamentou o caso e classificou o episódio como inaceitável. “Ele foi cruelmente atacado em um posto de combustíveis do qual éramos clientes. É uma vergonha. Não toleraram a situação e usaram da violência”, declarou.
A Fontanella Transportes publicou nota oficial repudiando o episódio e informando que está prestando todo o suporte ao motorista. A empresa garantiu que medidas legais estão sendo tomadas para responsabilizar os envolvidos. “O respeito e a segurança de todos são prioridade máxima”, destacou o comunicado.
Nas redes sociais, a repercussão foi imediata. Colegas de profissão de diferentes regiões do país manifestaram solidariedade e criticaram a cobrança abusiva de pernoite em postos de combustíveis, prática considerada desumana pelos caminhoneiros. “Somos humilhados nas estradas do Brasil. É um absurdo cobrarem para dormir e ainda reagirem com violência”, disse o caminhoneiro Allyson Lamim, de Guarapari, em entrevista.
Até o momento, a direção do posto de combustíveis não se pronunciou sobre a denúncia. O caso deve ser investigado pela Polícia Civil do Espírito Santo.

