“Fanfarrão!”: Vereador de Joinville reage após ser acusado de racismo por ‘pai de Santo’

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Um episódio de tensão marcou a audiência pública realizada na Câmara de Vereadores de Joinville nesta segunda-feira (15), mas expôs com clareza a coragem de quem está disposto a enfrentar o caos institucionalizado. O vereador Diego Machado (PSD), presidente da Casa, protagonizou um embate direto com um militante que o acusava de “racismo religioso”.

A reunião foi convocada para discutir o Projeto de Lei nº 50/2025, de autoria de Diego, que cria regras para o uso de espaços públicos em celebrações religiosas, especialmente cemitérios. O texto prevê que oferendas, velas acesas, restos de comida, bebidas e objetos de rituais não poderão mais ser abandonados em praças, ruas e cemitérios. Tudo deverá ser recolhido após os atos, sob pena de advertência e multa.

Durante sua fala, o militante identificado como Pai Tiago de Bará, vindo do Rio Grande do Sul, usou a tribuna para acusar genericamente o vereador de “racismo religioso” e pediu investigação pela Comissão de Ética da Casa. Ao final de sua intervenção, foi confrontado diretamente por Diego Machado, que reagiu com firmeza:

“Eu quero que tu tenha coragem de falar! Que acusações são essas? Aqui não, pavão! Aqui não!”

“Não entrei na política para agradar todo mundo, entrei para fazer o certo”, afirmou Diego Machado.

A proposta do vereador não proíbe nenhuma prática religiosa. Ao contrário, garante que todas elas possam acontecer com dignidade, respeito e, sobretudo, responsabilidade. Assim como a Igreja Católica organiza procissões com autorização, limpeza e identificação dos responsáveis, o projeto exige o mesmo padrão para qualquer celebração, independentemente da fé.

“A pergunta que precisa ser feita é: por que alguns grupos não querem se identificar? Por que não querem se responsabilizar pela limpeza do espaço público que usaram?”, questiona Diego.

O projeto também prevê campanhas educativas, uso das multas para manutenção dos cemitérios e reforço na fiscalização. O foco é preservar o patrimônio público, evitar proliferação de doenças, incêndios provocados por velas e o abandono de objetos que poluem e deterioram locais sagrados para todos.

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