“Ninguém auxiliou na fuga”, diz advogada após assassinato da jovem Giovanna em Bombinhas

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A advogada Isabella Martins, que representa um dos rapazes presentes no apartamento onde a jovem Giovanna Schmidhauser Schwarzbach, de 23 anos, foi morta com um tiro no peito na madrugada de 1º de agosto, em Bombinhas (SC), veio a público para esclarecer a posição de seu cliente diante da repercussão do caso. Segundo ela, o jovem tem sido indevidamente apontado como cúmplice na fuga do autor do crime, Kayk Maciel dos Santos, de 18 anos.

Em vídeo enviado ao Jornal Razão, Isabella rebate as interpretações feitas com base nas imagens das câmeras de segurança do prédio, divulgadas com exclusividade pela reportagem. Ela afirma que o vídeo mostra dois rapazes descendo o elevador de capacete, e que o jovem de capacete preto não é Kayk, mas sim seu cliente. O outro rapaz seria apenas uma testemunha.

“Essas imagens foram registradas antes do tiro acontecer. Eles saíram para comprar bebida e retornaram ao apartamento. Não estavam fugindo”, explica. A advogada afirma que o disparo só ocorreu entre 6h50 e 6h55 da manhã, e não às 4h30 como chegou a ser sugerido — horário este que corresponderia apenas à chegada do grupo no apartamento após uma confraternização em Porto Belo.

Isabella também esclareceu que a pessoa que aparece saindo sozinha do prédio e pegando a motocicleta é, de fato, Kayk. Ele teria fugido com a moto de seu cliente, levando consigo uma mochila preta emprestada por uma das testemunhas. “Nenhuma das pessoas que estavam no apartamento ajudou na fuga. Ninguém sabia que Kayk estava armado. Todos foram pegos de surpresa”, disse.

A advogada detalha ainda que seu cliente estava sentado no sofá, ao lado de três meninas, no momento do disparo. Apenas Kayk e outra testemunha estavam em pé. “O tiro poderia ter atingido meu cliente. Foi um choque para todos. Ele permaneceu no local, não fugiu, acionou o Samu e tentou prestar socorro como pôde, embora não tivesse preparo para isso.”

Isabella também ressaltou que houve um atraso na chegada do socorro porque a primeira ligação foi direcionada para Florianópolis, antes de ser redirecionada para Bombinhas.

Ela reitera que todos os presentes foram ouvidos pela Polícia Civil e que seu cliente colaborou desde o início, inclusive prestando depoimento e entregando sua versão completa dos fatos. “Estou aqui para esclarecer a posição do meu cliente, que está sendo injustamente acusado nas redes sociais. A investigação vai apontar as responsabilidades, mas o que posso garantir é que ele não teve participação na fuga, não sabia da arma e fez tudo o que pôde após o disparo”, conclui.

Kayk Maciel dos Santos segue foragido. A Polícia Civil de Santa Catarina continua apurando o caso com base nos depoimentos, laudos periciais e imagens de segurança. O Jornal Razão acompanha os desdobramentos.

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