Amin comemora pesquisa que aponta Carlos Bolsonaro com 43,6% de rejeição dos catarinenses

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A deputada federal Carol De Toni (PL) lidera a disputa pelas duas vagas ao Senado por Santa Catarina com 30,7% das intenções de voto, segundo pesquisa do instituto AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (1º). O senador Esperidião Amin (PP) aparece em segundo lugar, com 20,1%, enquanto Carlos Bolsonaro (PL) fica na terceira posição, com 18,3%, fora da zona de eleição.

O cenário consolidado considera a soma do primeiro e do segundo votos, já que Santa Catarina vai eleger dois senadores em 2026. Na sequência aparecem Décio Lima (PT), com 13,4%, e Afrânio Boppré (PSOL), com 9,7%. Brancos e nulos somaram 5%, e indecisos representam 2,8%.

Amin e Carlos Bolsonaro estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de 3 pontos percentuais. Décio Lima, com 13,4%, também aparece em empate técnico com Carlos.

Amin comemora resultado e compartilha pesquisa nas redes

Minutos após a divulgação do levantamento, o senador Esperidião Amin publicou o resultado da pesquisa em suas redes sociais acompanhado de uma montagem bem-humorada, na qual aparece sobre um foguete com a bandeira de Santa Catarina. Na legenda, escreveu que segue “conversando com os catarinenses, defendendo o estado e o Brasil”.

A reação de Amin reforça o significado político do resultado: o senador, que assumiu recentemente a presidência do PP em Santa Catarina, aparece à frente de Carlos Bolsonaro na disputa pela segunda vaga, consolidando-se como um dos nomes mais competitivos para a reeleição.

Primeiro e segundo votos

No recorte de primeiro voto, Carol De Toni amplia a vantagem com 33,6%. Carlos Bolsonaro soma 19,8%, Esperidião Amin marca 17,7%, Décio Lima obtém 15,2% e Afrânio Boppré fica com 8,3%.

Já no segundo voto, Esperidião Amin avança para 22,4% e assume a segunda posição com folga. Carol De Toni registra 27,8%, Carlos Bolsonaro cai para 16,9%, Décio Lima alcança 11,5% e Afrânio Boppré soma 11,1%.

Metade dos catarinenses vê oportunismo na candidatura de Carlos

O dado mais crítico para a viabilidade de Carlos Bolsonaro vai além da intenção de voto. Conforme o levantamento, 50% dos entrevistados consideram a possível candidatura do vereador do Rio de Janeiro ao Senado por Santa Catarina como “um oportunismo político que vai contra os interesses do estado”, conforme a pergunta formulada pelo próprio instituto. Outros 25,6% avaliam como “a melhor alternativa para os interesses do estado”, e 20,6% classificam como “uma estratégia legítima, mas questionável”.

A rejeição a Carlos Bolsonaro entre os catarinenses é de 43,6%, a quarta maior do levantamento, atrás de Lula (65,1%), Décio Lima (52,3%) e Eduardo Leite (43,8%). Carol De Toni tem a melhor avaliação entre todos os políticos testados, com 63% de imagem positiva contra 26% de negativa. Amin registra o menor índice de rejeição ao Senado, com apenas 21,6%.

Divisão no campo bolsonarista

O cenário evidencia uma divisão dentro do próprio campo bolsonarista em Santa Catarina. Enquanto o senador Flávio Bolsonaro lidera com ampla vantagem os cenários presidenciais no estado, com 53,4% das intenções de voto no primeiro turno, o capital político do sobrenome não se transfere automaticamente para Carlos na disputa estadual.

Carol De Toni, deputada federal com base consolidada em Santa Catarina, supera Carlos Bolsonaro em todos os cenários testados pela pesquisa, mesmo sendo do mesmo partido. A presença de Amin fragmenta ainda mais o campo da direita na disputa pelas duas cadeiras.

Metodologia

A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.280 eleitores catarinenses entre 25 e 30 de março de 2026, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob os protocolos SC-05257/2026 e BR-01666/2026. O estudo custou R$ 75 mil e foi financiado com recursos próprios do instituto.

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