Um vídeo divulgado pela defesa do adolescente indiciado por maus-tratos contra o cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, passou a circular nos últimos dias e reacendeu o debate em torno do caso. As informações foram publicadas inicialmente pelo NDMais.
As imagens foram apresentadas pelos advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte. Segundo a defesa, o vídeo mostraria o animal ainda vivo horas após o período em que a Polícia Civil aponta a ocorrência das agressões.
De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, o crime teria ocorrido no dia 4 de janeiro, entre 5h25 e 5h58. Já no vídeo apresentado pelos advogados, gravado supostamente na mesma data, dois cães aparecem circulando pelas ruas da Praia Brava após as 7h.
Nas imagens, um dos animais surge de trás de arbustos, sobe na calçada e segue caminhando até desaparecer atrás de um poste de energia elétrica. Conforme a versão da defesa, esse cachorro seria Orelha.
O cão comunitário morreu no dia seguinte, em 5 de janeiro. Para os advogados, o vídeo colocaria em dúvida as provas que embasaram o indiciamento do adolescente.
A Polícia Civil, no entanto, sustenta que a conclusão do inquérito não se baseou em um único registro. Segundo a corporação, foram analisadas 14 câmeras de segurança espalhadas por praticamente toda a Praia Brava, totalizando mais de mil horas de imagens.
A apuração confirmou que o adolescente esteve no local e no horário apontados como o momento das agressões. Elementos como moletom e boné usados pelo suspeito, além de dados de localização por GPS, contribuíram para a identificação.
Ao longo da investigação, 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes chegaram a ser investigados. Uma das câmeras, instalada mais próxima da orla, registrou o adolescente seguindo em direção à praia na manhã do dia 4 de janeiro.
Com base no conjunto das provas, a Polícia Civil concluiu o inquérito na terça-feira, dia 3, e recomendou a internação provisória do jovem. O material apresentado pela defesa deverá ser analisado no âmbito do processo, que agora segue para avaliação do Judiciário.
Com NDMais

