Morte de menina de 14 anos em Florianópolis dá lições de empatia e solidariedade

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A noite de segunda-feira (12) terminou em silêncio e dor no Sul da Ilha, em Florianópolis (SC). Maria Cristina Santana, de 14 anos, não voltou para casa depois de um acidente que marcaria para sempre a rotina da família e da comunidade da Tapera.

O acidente aconteceu por volta das 20h50. Segundo relatos de familiares e testemunhas, Maria descia de bicicleta por uma rua lateral quando acabou entrando na via principal, no momento em que um ônibus passava pelo local. A bicicleta, conforme pessoas que presenciaram a cena, teria ficado sem freio.

O impacto foi forte. Moradores relataram que, num primeiro instante, chegaram a pensar que o ônibus havia perdido alguma peça, tamanha foi a força da colisão. Maria foi arremessada para o outro lado da rua e caiu no asfalto.

Enquanto aguardavam o socorro, pessoas que estavam próximas tentaram ajudar. Segundo testemunhas, a adolescente estava muito agitada e se debatia. Quatro ou cinco pessoas tentaram contê-la até a chegada do atendimento. O SAMU foi acionado por diversas ligações. De acordo com relatos populares, a ambulância levou entre 50 minutos e pouco mais de uma hora para chegar ao local.

Após o atendimento inicial, Maria foi levada ao Hospital Infantil Joana de Gusmão. A confirmação da morte cerebral ocorreu na madrugada desta quarta-feira, dia 14.

Mesmo em meio à perda, a mãe da adolescente fez questão de destacar a postura do motorista do ônibus envolvido no acidente. Segundo ela, o condutor permaneceu no local o tempo todo, prestou auxílio e ficou visivelmente abalado. A mãe afirmou que ele não teve culpa no ocorrido e que gostaria de confortá-lo diante do sofrimento que também o atingiu.

“Ele ficou ali o tempo todo, foi bem prestativo, estava muito nervoso. Eu queria muito entrar em contato com ele pra confortar, porque ele não teve culpa de nada”, comentou ela.

Em outra decisão marcada pela solidariedade, a família autorizou a doação dos órgãos de Maria Cristina. A informação foi divulgada por familiares, que relataram que a adolescente era uma pessoa solidária em vida e que a escolha trouxe um pouco de conforto em meio à dor.

O velório de Maria Cristina Santana será realizado no Conselho Comunitário da Tapera. O dia e o horário ainda não estavam definidos até a última atualização, e a família informou que divulgará os detalhes pelas redes sociais assim que houver confirmação.

Maria tinha 14 anos. Uma vida interrompida cedo demais, mas que deixou marcas de carinho, empatia e solidariedade em todos que acompanharam sua história.

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