‘Tá doendo, solta meu cabelo!’: adolescente é arrastada por segurança em escola de SC

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Um vídeo registrado na noite de sexta-feira (19) gerou intensa repercussão nas redes sociais ao mostrar uma adolescente de 17 anos sendo contida por uma funcionária da segurança em uma escola da rede pública localizada no centro de Araranguá, no Sul de Santa Catarina.

Segundo relatos de testemunhas e informações divulgadas por veículos locais, a estudante teria chegado após o horário permitido e tentado acessar a unidade escolar. Diante da negativa, houve um suposto desentendimento com funcionários, incluindo a diretora, e a jovem teria se exaltado e supostamente ameaçado servidoras com uma tesoura.

O vídeo que circula mostra a adolescente no chão, gritando, enquanto é contida fisicamente pela agente de segurança, o que provocou forte reação do público nas redes sociais. Diversos internautas criticaram a forma como a situação foi conduzida, apontando excesso por parte da profissional, especialmente pelo fato de a jovem ser menor de idade.

Em uma publicação nas redes sociais, o empregador da adolescente, que trabalha vendendo lanches em uma loja da cidade, saiu em defesa da jovem. Ele descreveu-a como uma menina esforçada, que acorda cedo todos os dias para preparar bolos, pastéis e outros produtos, e classificou como “injustificável” a agressividade demonstrada pela segurança. “Uma mulher de 28 anos e quase 80 quilos arrastou pelos cabelos uma menina de 17 anos, com menos de 50 quilos”, afirmou em vídeo. “É assim que tratam quem tenta estudar depois de um dia inteiro de trabalho?”

O caso está sendo acompanhado pelas autoridades. Por se tratar de uma menor de idade, o possível ato infracional será apurado pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI). A escola e a Secretaria de Educação ainda não se manifestaram oficialmente até o momento.

Resumo do que se sabe até agora:

  • O caso ocorreu na noite de sexta-feira (19), em escola no centro de Araranguá.
  • A adolescente teria chegado atrasada e discutido com funcionários por tentar entrar na escola.
  • A segurança da unidade conteve a jovem fisicamente, gerando revolta após a divulgação das imagens.
  • Empregador da menina e internautas se manifestaram criticando o excesso na abordagem.
  • Polícia pode investigar eventual abuso e conduta da funcionária pública.
  • A DPCAMI acompanha o caso, e o Conselho Tutelar pode ser acionado.

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