Tony Marcos de Souza, de 52 anos, um dos três adultos indiciados por suposta coação de testemunha no caso que investiga a morte do cão Orelha, em Florianópolis, morreu na madrugada desta segunda-feira (13). A informação foi confirmada pela família por meio do advogado Rodrigo Duarte da Silva.
Conforme o advogado, o empresário sofreu um infarto durante a madrugada e não resistiu. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre velório e sepultamento.
Indiciado por coação contra porteiro
Tony Marcos era um dos três homens indiciados pela Polícia Civil de Santa Catarina por coação no curso do processo. Os atos teriam sido cometidos contra o porteiro do condomínio onde os adolescentes investigados pela morte do cão residem. Além dele, André Zenha Wieliczka e Marcus Fernando da Silva também foram indiciados no mesmo inquérito.
A investigação apontou que os três adultos, todos ligados aos adolescentes suspeitos de agredir o animal, teriam tentado intimidar a testemunha e interferir na produção de provas durante o andamento das investigações.
Promotoria declinou do caso
Em janeiro, no dia 29, a 32ª Promotoria de Justiça da Capital, especializada em defesa do meio ambiente, declinou da atribuição para atuar no caso de coação e solicitou a redistribuição a uma Promotoria Criminal comum.
No entendimento preliminar do promotor Fabiano Henrique Garcia, as provas reunidas, incluindo imagens da portaria, vídeos, depoimentos e interrogatórios, demonstraram que os conflitos envolvendo os adultos ocorreram dias após os maus-tratos ao animal e tiveram origem em desentendimentos pessoais e na repercussão de imagens e áudios compartilhados em redes sociais.
Caso Orelha
O caso do cão Orelha teve repercussão nacional após o animal comunitário, que vivia na Praia Brava há cerca de 10 anos, ser agredido na madrugada do dia 4 de janeiro e morrer no dia seguinte, após não resistir aos ferimentos. A Polícia Civil concluiu o inquérito em fevereiro, apontou um adolescente como responsável pelas agressões e solicitou sua internação.
O Ministério Público de Santa Catarina solicitou novas diligências à Polícia Civil na última semana por entender que ainda há lacunas no material reunido. A análise segue sob responsabilidade da 10ª e da 2ª Promotorias de Justiça da Capital. A Justiça adiou a análise do pedido de internação até que todas as diligências sejam concluídas.
Com a morte de Tony Marcos de Souza, o inquérito de coação de testemunha perde um dos réus. O caso segue em investigação.
