“A morte não venceu”: homem sem sinais vitais é trazido de volta à vida na areia do Campeche

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Um homem saiu para aproveitar o mar da Praia do Campeche, no Sul da Ilha de Florianópolis, na tarde desta sexta-feira (6). Minutos depois, estava submerso, sem sinais vitais, sendo puxado para a areia por banhistas desesperados.

O que aconteceu nas horas seguintes foi uma corrida contra o tempo que envolveu populares, um médico que estava no mar, guarda-vidas e uma operação aeromédica para devolver a vida a quem, tecnicamente, já não respirava.

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina foi acionado pelo 193 por volta das 13h48. A chamada dava conta de que um homem adulto havia sido retirado do mar após ficar submerso por cerca de dois minutos.

Quando chegou à areia, carregado sobre uma prancha, a vítima não apresentava nenhum sinal vital, quadro classificado como afogamento grau 6, o mais grave dentro do protocolo de salvamento aquático.

A essa altura, cada segundo separava a vida da morte.

Banhistas que presenciaram o resgate iniciaram imediatamente as manobras de reanimação cardiopulmonar ainda na faixa de areia. Entre eles, um médico que também estava no mar naquele momento assumiu a condução da RCP.

A vítima havia sido resgatada a cerca de 20 a 30 metros da faixa de areia e chegou inconsciente. Durante vários minutos, as compressões e ventilações foram mantidas sem pausa.

E o coração voltou a bater.

Após o esforço contínuo dos populares, a vítima apresentou retorno da circulação espontânea, voltando a dar sinais de vida. Foi o ponto de virada de toda a ocorrência e o que permitiu que as equipes especializadas continuassem o trabalho com chance real de sucesso.

Pouco depois, guarda-vidas civis do CBMSC chegaram ao local e assumiram o atendimento. O protocolo de recuperação de afogados foi iniciado imediatamente, com monitoramento constante, administração de oxigênio e estabilização clínica.

O coordenador de praia responsável pela região do Campeche também assumiu o gerenciamento da ocorrência.

A estrutura mobilizada pelo CBMSC foi expressiva. Além dos guarda-vidas civis da Praia do Campeche e do coordenador de praia, participaram guarnições do quartel do Rio Tavares, uma ambulância de atendimento pré-hospitalar e um caminhão de apoio operacional.

Suporte aeromédico também foi acionado.

A aeronave Águia trouxe equipe médica especializada até a praia. No atendimento avançado, a vítima foi intubada para garantir respiração assistida e recebeu protocolos de suporte avançado de vida.

Conforme os relatos disponíveis, o atendimento na areia durou aproximadamente uma hora, com as equipes trabalhando continuamente na estabilização antes da remoção aérea.

Após ser estabilizado, o homem foi transportado de helicóptero para um hospital da região, onde passou a receber tratamento especializado.

Conforme o próprio CBMSC, o desfecho positivo da reanimação só foi possível por causa da cadeia de salvamento que se formou em poucos minutos.

Populares retiraram a vítima da água. Testemunhas iniciaram a RCP de imediato. Um médico presente assumiu as manobras. Guarda-vidas do CBMSC chegaram e deram continuidade ao atendimento.

E a equipe aeromédica completou a estabilização e garantiu o transporte.

Cada elo dessa corrente foi decisivo. Se qualquer um deles tivesse falhado, o desfecho poderia ter sido outro.

Até a última atualização, a vítima havia sido retirada da praia com vida e estava estabilizada no momento do transporte ao hospital. O estado de saúde posterior não foi divulgado.

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