Um dos sonhos mais antigos da população de Tijucas está mais próximo de se tornar realidade. A implantação de uma maternidade no município voltou ao centro do debate durante reunião entre a Prefeitura e a direção do Hospital São José, administrado pelo Instituto de Gestão Administração e Pesquisa em Saúde (IGAPS). O prefeito Maickon Campos Sgrott afirmou que o dinheiro existe, está no caixa, e o que falta agora é o hospital avançar.
A cobrança do prefeito não se limitou à maternidade. Na mesma reunião, a Prefeitura pressionou o IGAPS pela implantação de uma UTI com 10 leitos e pela ampliação da emergência, duas frentes consideradas urgentes diante do crescimento da cidade e do aumento na procura por atendimento. Segundo a administração municipal, os recursos estão garantidos e disponíveis. A responsabilidade pela execução, no entanto, recai sobre o hospital.
O convênio entre o município e o IGAPS está formalizado pelo Termo de Convênio nº 121/2022, autorizado pela Lei Municipal nº 2.942, de 26 de outubro de 2022. Conforme o documento, o município repassa ao hospital a importância de R$ 550 mil por mês, em parcelas mensais ao longo de 12 meses. O investimento anual ultrapassa R$ 6,5 milhões, segundo a Prefeitura. Com esse volume de recursos garantidos, a administração municipal reforça que é dever do poder público fiscalizar, cobrar transparência e exigir resultados concretos.
Durante o encontro, a Prefeitura reconheceu avanços já percebidos na unidade, especialmente em aspectos estruturais e na reorganização do atendimento. No entanto, o prefeito deixou claro que reconhecer melhorias não significa aceitar o ritmo atual. Para a gestão municipal, Tijucas precisa de respostas mais rápidas e ações mais concretas nas três frentes prioritárias.
A proposta da UTI com 10 leitos foi reapresentada como medida essencial para ampliar a capacidade hospitalar e preparar a cidade para demandas mais complexas. A ampliação da emergência foi tratada como necessidade prática e urgente, com previsão de mais espaço, melhores condições de acolhimento e maior capacidade de resposta nos momentos de maior pressão. A maternidade, uma das pautas mais sensíveis para a população, segue em construção e depende de viabilidade técnica e institucional, mas a Prefeitura reforçou que, do lado financeiro, o município está pronto.

Também foram debatidos dados de atendimento, limitações operacionais, fluxo de pacientes e demanda regional. Conforme a Prefeitura, o hospital atende não apenas moradores de Tijucas, mas também pacientes de outros municípios pelo SUS. O convênio estabelece que é vedada a cobrança ao usuário do SUS pelos serviços prestados, seguindo o princípio da gratuidade.
A administração municipal reforçou que, embora o hospital não seja de gestão direta da Prefeitura, o município não se afasta dessa responsabilidade. Conforme o Termo de Convênio, cabe ao município exercer atividades de controle, avaliação e supervisão dos serviços conveniados, além de analisar relatórios de prestação de contas. O convênio também prevê a possibilidade de criação de uma Comissão de Acompanhamento, composta por representantes da direção do hospital, da Secretaria Municipal de Saúde e do Conselho Municipal de Saúde.
Para o prefeito Maickon, a posição da gestão é clara: o município faz a sua parte com o investimento e agora cobra do hospital a contrapartida. Tijucas vive um novo momento e precisa se preparar para os próximos anos com planejamento, estrutura e capacidade de resposta.
A Prefeitura de Tijucas informou que seguirá acompanhando cada etapa e cobrando avanços do IGAPS. Maickon informou que espera que ainda neste ano sejam iniciadas as obras da UTI, e em 2027, a ampliação da emergência e da recepção do hospital com a implantação da maternidade.

