Santa Catarina contabilizou 10.649 registros de Doença Diarreica Aguda (DDA) em 2026, de acordo com dados do Ministério da Saúde atualizados até quinta-feira (15). O levantamento acende um alerta para o avanço da enfermidade, especialmente em regiões com maior fluxo de pessoas.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, a maior concentração de ocorrências está no litoral catarinense. A explicação envolve fatores típicos do período mais quente, como temperaturas elevadas, aumento da circulação de turistas e moradores, maior consumo de alimentos fora de casa — muitas vezes sob risco de falhas na conservação e manipulação — e contato com águas impróprias para banho.
Apesar disso, a Secretaria destaca que o avanço da doença não se limita ao litoral. O município de Itajaí lidera o número de notificações no estado, com 1.335 casos, seguido por Chapecó, no Oeste, onde foram registrados 599 episódios da doença.
A pasta reforça que os números divulgados não representam a totalidade dos casos ocorridos em Santa Catarina, mas funcionam como um indicador epidemiológico importante para monitorar o comportamento da DDA e identificar possíveis situações de risco à saúde pública.
O que é a Doença Diarreica Aguda
De acordo com o Ministério da Saúde, as doenças diarreicas agudas são infecções gastrointestinais caracterizadas por três ou mais episódios de diarreia em um período de 24 horas, com fezes líquidas ou amolecidas e aumento da frequência das evacuações. Em muitos casos, o quadro pode ser acompanhado de náuseas, vômitos, febre e dor abdominal.
Na maioria das situações, a DDA é autolimitada, com duração de até 14 dias. Entretanto, alguns pacientes podem apresentar muco ou sangue nas fezes, condição conhecida como disenteria. Dependendo do agente causador e das condições de saúde da pessoa infectada, há risco de desidratação leve a grave.
Causas e formas de transmissão
As DDA são provocadas principalmente por bactérias, vírus e parasitas, responsáveis por quadros de gastroenterite — inflamação do estômago e do intestino. A transmissão ocorre, sobretudo, por meio do consumo de água e alimentos contaminados, contato com mãos ou objetos contaminados e também pelo contato direto com pessoas ou animais infectados.
Há ainda casos de diarreia de origem não infecciosa, associados ao uso de medicamentos como antibióticos e laxantes, consumo excessivo de álcool, adoçantes ou gorduras não absorvidas. Doenças crônicas, como doença de Crohn, colite ulcerativa, doença celíaca, síndrome do intestino irritável e intolerâncias alimentares, como lactose e glúten, também podem desencadear o sintoma.
Principais sinais e sintomas
A Doença Diarreica Aguda pode se manifestar com:
- Cólicas abdominais
- Dor abdominal
- Febre
- Presença de sangue ou muco nas fezes
- Náusea
- Vômitos
A Secretaria de Saúde orienta que, diante de sinais de desidratação, como boca seca, diminuição da urina e fraqueza intensa, é fundamental buscar atendimento médico imediato, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças pré-existentes.

