Criança sofre AVC e não resiste: morte de Vitor, de 9 anos, comove cidade catarinense

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O pequeno Vitor Luiz de Melo, de apenas 9 anos, não resistiu após dias internado na UTI do Hospital Pequeno Anjo, em Itajaí. Ele sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico na última sexta-feira (24), pouco depois de dar entrada no Pronto Atendimento de Penha.

Vitor era aluno da Escola Municipal Antônio José Tiago e também fazia parte do Projeto Social Anjos do Futebol, onde atuava como goleiro. A cidade inteira se mobilizou em uma forte corrente de oração pela vida do menino. Amigos, familiares e colegas do projeto chegaram a se reunir em uma corrente de fé, acreditando na recuperação do garoto.

Infelizmente, a luta terminou de forma trágica. A confirmação da morte causou enorme comoção em Penha, especialmente nas redes sociais, onde centenas de mensagens prestam apoio e solidariedade à família.

Cidade mobilizada

Durante todos esses dias, moradores da cidade se uniram em orações. O Projeto Social Anjos do Futebol chegou a divulgar um apelo emocionado nas redes sociais, pedindo que todos se juntassem em oração pela vida de Vitor. Ele era muito querido na comunidade e sonhava em seguir no futebol.

AVC em crianças e jovens acende alerta

Apesar de ser mais comum em pessoas acima dos 60 anos, o AVC também pode ocorrer em crianças e adolescentes. Dados do Ministério da Saúde apontam que, no Brasil, 18% dos casos da doença já afetam jovens entre 15 e 34 anos.

Estudos também mostram um crescimento preocupante nos casos de AVC em pessoas jovens. Segundo a neurologista Sheila Ouriques Martins, presidente da World Stroke Organization, fatores como poluição, mudanças climáticas, genética e, principalmente, o estilo de vida atual estão entre os principais gatilhos.

“A obesidade, o estresse, o sedentarismo e o consumo de álcool e cigarros eletrônicos contribuem para o aumento dos casos, inclusive entre crianças e adolescentes”, explica a médica.

Ela também alerta que, quando há histórico familiar de AVC ou infarto, o risco aumenta. Por isso, recomenda atenção redobrada, controle de pressão arterial e hábitos saudáveis desde cedo.

Dor que fica

Familiares, amigos e colegas de escola seguem desolados com a partida do menino, que deixou uma marca de carinho, alegria e sonhos por onde passou.

O Jornal Razão se solidariza com a dor da família e deseja força nesse momento tão difícil.

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