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O jornalista catarinense Vanio Bossle gravou um vídeo em frente a uma unidade da Unimed em Florianópolis criticando duramente a operadora de saúde. Segundo ele, o plano hoje é “pior do que era o SUS” e o vídeo repercutiu nas redes sociais com relatos de outros segurados que enfrentam problemas semelhantes.
No vídeo, publicado no dia 6 de abril, Bossle afirma que segurados da Unimed que possuem laudo médico e comparecem ao laboratório da própria operadora para solicitar autorização de exames, inclusive exames simples de sangue, têm os pedidos colocados “sob estudo e parecer” por um grupo que ele chama de “burocratas”.
Idosos são os mais prejudicados, diz jornalista
Conforme o jornalista, a situação é ainda pior para segurados mais idosos e com planos antigos. “Quando você é mais idoso e tem um plano antigo, é um calvário conseguir uma autorização”, afirmou Bossle no vídeo. Segundo ele, a operadora dificulta as autorizações para que o cliente desista do exame enquanto continua pagando mensalidades altas.
Bossle também criticou o atendimento da Unimed, que segundo ele substituiu o atendimento presencial por robôs. “Nessa central de atendimento da Unimed não existe atendimento presencial. Você é atendido por robôs”, disse o jornalista.
Segurados relatam problemas semelhantes
Na legenda da publicação, Bossle escreveu que “o calvário da saúde pública virou referência para o sistema privado de saúde no Brasil”. Nos comentários, dezenas de segurados relataram experiências semelhantes. Parte dos internautas citou problemas também com outras operadoras, como a Bradesco Saúde, e cobrou ações da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e do Procon.
O jornalista encerrou o vídeo recomendando que os segurados procurem a Justiça para fazer valer seus direitos. “Se depender da Unimed sozinho, você não ganha nada, só paga no final do mês”, concluiu Bossle. Conforme o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, a Unimed figura entre as operadoras de saúde com maior número de processos no estado.
Até a publicação desta reportagem, a Unimed não havia se manifestado publicamente sobre as críticas feitas pelo jornalista.

