Doações desviadas por pais criminosos em SC vão salvar a vida de outra criança catarinense

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A pequena Maria Amélia, de apenas 3 anos, se tornou o novo símbolo de esperança após uma decisão judicial envolvendo a polêmica campanha “Ame Jonatas”.

Diagnosticada com mielomeningocele, Maria enfrentava uma rotina exaustiva de fisioterapia e cuidados médicos. Agora, ela será a principal beneficiada pelos bens arrecadados na campanha que originalmente visava salvar Jonatas Henrique Openkoski.

“A destinação respeita a intenção original dos doadores, voltada à assistência de crianças com doenças raras”, afirmou o juiz Daniel Victor Gonçalves Emendorfer.

Divisão dos bens

  • Objetos de uso pessoal: serão leiloados ou doados para instituições de Joinville.
  • Itens de valor simbólico ou financeiro: vão para a família de Maria Amélia.
  • Veículo apreendido: será leiloado, e o valor doado a uma entidade de Joinville.

Maria vive em Araquari (SC) e precisa de terapias que somam mais de R$ 150 mil por ano. A mãe, Bruna Gisele, será responsável por administrar os itens e deverá prestar contas à Justiça.

“É uma luz para a nossa caminhada. Essa decisão é um alívio enorme”, disse Bruna.

Hospital Infantil também será contemplado

O Hospital Infantil de Joinville também foi designado para receber parte dos valores arrecadados. A instituição realiza 14 mil atendimentos por mês e é referência no estado.

Campanha milionária terminou em escândalo

Com mais de R$ 4 milhões arrecadados, a “Ame Jonatas” foi uma das campanhas mais mobilizadoras do país em 2017. Porém, após a morte do menino em 2022, investigações apontaram desvio de recursos por parte dos pais.

O casal foi condenado a 60 anos de prisão somados, em uma decisão considerada emblemática pela Justiça catarinense.

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