O prefeito Topázio Neto (PSD) utilizou as redes sociais para responder às críticas feitas ao decreto que regulamenta a distribuição de marmitas no Centro da cidade. Em vídeo, ele defendeu as medidas adotadas pela Prefeitura e acusou setores da oposição e entidades de direitos humanos de se omitirem diante da violência e do aumento de pessoas em surto nas ruas.
Topázio iniciou sua fala lembrando os episódios de furtos de cabos, brigas e ataques no Centro. Segundo ele, nesses momentos não houve manifestação dos grupos que agora questionam a atuação do Executivo. “Durante todo esse tempo de ataques no Centro, roubos de fiação, brigas, não se viu esse pessoal tentando ajudar. Não se viu direitos humanos para as vítimas e moradores de ruim surto, de quem estava drogado e roubando”, afirmou.
O prefeito disse que a reação contrária ao decreto, liderada por conselhos e partidos de centro e esquerda, faz parte de um sistema que “apoia a miséria e mantém o caos”. “Parece que sempre quem paga a conta, quem sustenta o sistema, não tem proteção desse pessoal lacrador. É um sistema feito para apoiar a miséria e se manter a miséria e o caos”, declarou.
Ao justificar as novas regras para a entrega de alimentos, ele afirmou que o objetivo é organizar a cidade e garantir segurança sanitária, além de reduzir a sujeira nas ruas. “Nós não vamos recuar com as internações e com o controle de comida e sujeira no Centro”, disse.
Topázio reforçou que o trabalho da Prefeitura envolve também a ampliação das internações, inclusive involuntárias, para retirar das ruas pessoas em surto. Ele destacou que a ação conta com o apoio do governo estadual e de diversas instituições. “Ainda bem que no nosso estado se pensa diferente. Enfrentamos de frente, incluindo todas as instituições ao lado da Prefeitura”, completou.
O prefeito encerrou a fala afirmando que a prioridade é atender os moradores e comerciantes do Centro, que, segundo ele, são os que mais sofrem com a insegurança e os transtornos. “No fim do dia, quando é para resolver de verdade, os lacradores somem e sobra só a gente e a população que quer paz e segurança”, concluiu.

