Moradora de condomínio de luxo em SC quer que prefeitura tire restinga da praia: “mato absurdo”

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Uma moradora do Residencial Varandas do Atlântico, localizado no bairro Bombas, em Bombinhas, encaminhou ao Jornal Razão um vídeo e mensagens relatando insatisfação com o avanço da vegetação de restinga na faixa de areia em frente ao condomínio. O material foi enviado como forma de reclamação.

No relato, a moradora afirma que a vegetação teria avançado sobre a área de areia disponível, principalmente em períodos de maré alta, reduzindo o espaço para circulação e lazer dos moradores. Segundo ela, em um momento anterior, houve uma intervenção parcial no local, o que teria melhorado temporariamente a situação. No entanto, a área voltou a apresentar crescimento da vegetação, que ela classifica como excessiva.

Diante disso, a moradora cobra uma nova atuação do poder público municipal, alegando abandono da área.

Do ponto de vista legal e ambiental, a restinga é considerada vegetação de preservação permanente. Ela é protegida por legislação ambiental por desempenhar funções fundamentais, como a fixação da areia, a redução da erosão, a proteção contra o avanço do mar e a preservação da biodiversidade. Qualquer poda, manejo ou supressão só pode ocorrer mediante autorização dos órgãos ambientais competentes e em situações específicas previstas em lei.

Em municípios litorâneos como Bombinhas, a presença da restinga é apontada por especialistas como um fator de proteção natural, especialmente diante do aumento do nível do mar e da intensificação de ressacas. A retirada irregular desse tipo de vegetação pode agravar processos de erosão e causar danos permanentes à orla.

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