A Vigilância Sanitária de Itajaí iniciou, nesta quinta-feira (25), o recolhimento de 110 metros cúbicos de madeira nobre que estavam armazenados em um terminal alfandegado do município. O material, avaliado em R$ 1,5 milhão, havia sido apreendido pelo Ibama em 2021, no Mato Grosso, quando seria exportado para os Estados Unidos.
Entre as espécies apreendidas estão mogno, jatobá e cedro. A irregularidade foi identificada a partir da divergência entre as espécies declaradas e as que de fato estavam sendo transportadas. Após a confirmação de que a carga estava em Itajaí, a Vigilância Sanitária apresentou um projeto ao Ibama para dar destinação social ao material.
O processo de seleção levou quatro meses e a proposta de Itajaí foi escolhida entre outras apresentadas por municípios interessados. Todo o volume foi transformado em decks de diferentes bitolas, somando 7.600 metros quadrados de madeira prontos para utilização. O material ficará sob a responsabilidade da Secretaria de Obras, que deverá utilizá-lo em revitalizações urbanas, estruturas públicas e outras obras coletivas.
O transporte da carga foi realizado com cinco carretas, em operação viabilizada por meio de parceria público-privada, sem custos para os cofres municipais.
De acordo com o diretor da Vigilância Sanitária, Silvio Schaadt, a destinação representa um ganho para a cidade, já que converte um material irregular em benefício direto para a população, sem ônus financeiro.

