O ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República no governo Jair Bolsonaro, Filipe Garcia Martins Pereira, foi preso na manhã desta sexta-feira (2), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi levado para um presídio no Paraná, após o cumprimento de mandado pela Polícia Federal.
A prisão ocorreu após Moraes converter a prisão domiciliar em prisão preventiva, ao considerar que o investigado teria descumprido medidas cautelares impostas anteriormente. Entre as restrições estava a proibição de uso de redes sociais, condição estabelecida quando Martins passou ao regime domiciliar, no fim de dezembro de 2025.
De acordo com a decisão, houve indícios de que o ex-assessor teria realizado acesso à plataforma LinkedIn, o que foi interpretado pelo ministro como violação direta das determinações judiciais. Antes da ordem de prisão, a defesa chegou a ser intimada a prestar esclarecimentos sobre o suposto uso da rede social.
Os advogados de Filipe Martins negaram o descumprimento das medidas e sustentaram que eventuais movimentações em redes sociais teriam sido realizadas exclusivamente por terceiros autorizados, sem participação direta do réu. Mesmo com a manifestação, Moraes entendeu que houve quebra das cautelares e determinou a prisão preventiva.
Filipe Martins é um dos condenados no processo que apura a trama golpista relacionada ao período pós-eleições de 2022. Ele foi condenado pela Primeira Turma do STF a 21 anos de prisão, acusado de integrar o núcleo que teria atuado para tentar manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas urnas.
Com a nova decisão, Martins deixa o regime domiciliar e passa a cumprir a pena em unidade prisional, enquanto o processo segue sob acompanhamento do Supremo Tribunal Federal.

