A troca de críticas entre o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e o ministro dos Transportes do Governo Lula (PT), Renan Filho (MDB), tem raízes em embates antigos no cenário político nacional. O confronto mais emblemático ocorreu em setembro de 2021, durante a CPI da Pandemia no Senado Federal, quando Jorginho ainda exercia o mandato de senador e atuava como líder do governo Jair Bolsonaro.
Na ocasião, Jorginho protagonizou um bate-boca intenso com o então relator da CPI, Renan Calheiros, pai do atual ministro. Durante a discussão, Renan Calheiros chamou Jorginho de “vagabundo”, enquanto o então senador catarinense respondeu chamando o relator de “ladrão” e “picareta”.
O episódio ocorreu após ataques feitos por Renan ao empresário catarinense Luciano Hang, aliado político de Jorginho.
A CPI da Pandemia investigava ações e omissões do governo federal durante a crise da Covid-19. Jorginho Mello era um dos principais defensores do governo Bolsonaro dentro da comissão e frequentemente confrontava o relator e outros senadores da oposição, o que contribuiu para o acirramento dos ânimos.
Agora, em 2026, o embate voltou ao centro do debate político após declarações de Renan Filho em Santa Catarina, quando afirmou que Jorginho “não tem condições” de governar o estado e que as principais obras em andamento seriam federais. As falas provocaram reação imediata do governador, que classificou as declarações como “mentira” e “picaretagem”.
O histórico de conflitos entre Jorginho Mello e a família Calheiros reforça o tom político da atual troca de acusações e ajuda a explicar a escalada verbal registrada nos últimos dias. O episódio evidencia que o embate entre os dois grupos ultrapassa a pauta administrativa e carrega disputas e ressentimentos acumulados ao longo dos últimos anos da política nacional.

