Eduardo Bolsonaro afirmou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não tem alternativa a não ser aceitar Flávio Bolsonaro como o nome da direita para a disputa presidencial. A declaração foi feita durante entrevista exclusiva ao Podcast Santa Política, do Jornal Razão, na qual o deputado participou on-line diretamente dos Estados Unidos.
Segundo Eduardo, a definição já estaria consolidada. Ele afirmou que não vê espaço real para outro candidato presidencial com apoio da direita e classificou como remotas as hipóteses de mudança nesse cenário. Para ele, qualquer “tentativa de ruptura” não se sustentaria politicamente.
Ao falar sobre Tarcísio, Eduardo disse que o governador paulista chegou ao cargo graças ao apoio direto do ex-presidente Jair Bolsonaro e que, por isso, não pode se colocar contra o desejo do ex-presidente. Na avaliação do deputado, uma eventual candidatura de Tarcísio à Presidência sem esse apoio significaria repetir trajetórias de rompimento que, segundo ele, já foram rejeitadas pelo eleitorado conservador – e caracterizadas como traição.
Eduardo afirmou ainda que governar São Paulo já representa um espaço de grande projeção política. Disse que o cargo permite visibilidade nacional e que uma boa gestão no estado mantém o nome de Tarcísio como opção futura, mas não para a próxima eleição presidencial.
Durante a entrevista, o deputado declarou que a disputa presidencial tende a ser polarizada novamente e que o campo da direita já fez suas escolhas nos bastidores. Segundo ele, Flávio Bolsonaro reúne articulação política, experiência no Senado e alinhamento com o eleitorado conservador, fatores que, em sua visão, tornam a candidatura irreversível.
Eduardo também comentou que tentativas de aproximação institucional com o ministro Alexandre de Moraes, atribuídas a Tarcísio, não produziram resultados no passado e não seriam um caminho eficaz para o grupo político que representa. Para ele, a relação com o Supremo não se resolve por diálogo, mas por mudança do cenário político.
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Ao final, Eduardo reforçou que, goste ou não, Tarcísio precisará conviver com essa definição. Disse que o jogo político já está montado e que a candidatura de Flávio Bolsonaro é, segundo suas palavras, um fato consumado dentro da direita.

